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26 de maio de 2019, 10h55

Investigação sobre gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj atinge 37 imóveis

Ao todo, são 14 apartamentos e 23 salas comerciais, que se distribuem em bairros como Botafogo, Copacabana, Jacarepaguá e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução

A situação do senador Flávio Bolsonaro continua se complicando. A investigação sobre o gabinete do filho do presidente da República na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), à época em que era deputado estadual, já alcança 37 imóveis ligados a ele, sua família e a empresa Bolsontini Chocolates e Café, de acordo com informações de O Estado de S.Paulo.

Ao todo, são 14 apartamentos e 23 salas comerciais, que se distribuem em bairros como Botafogo, Copacabana, Jacarepaguá e Barra da Tijuca.

O Ministério Público (MP), quando pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio e de mais 94 pessoas e empresas, em 15 de abril, já afirmava ter reunido informações de que ele teria investido R$ 9,4 milhões na compra de 19 imóveis.

“As vendas declaradas entre 2010 e 2017 representariam uma lucratividade de R$ 3 milhões”, dizia o MP. Em seguida, listou um total de 37 imóveis, em uma solicitação de informações a cartórios do Rio.

A verdadeira devassa patrimonial é uma das linhas de investigação do MP para apurar supostos pagamentos irregulares detectados no gabinete de Flávio e das movimentações bancárias “atípicas” de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor.

Defesa

No dia 26 de abril, Flávio entregou sua defesa e afirmou que os imóveis não valiam o que tinha sido estimado pela prefeitura, pois “qualquer habitante da terra sabe que estes valores são superfaturados pelo poder público para aumentar a arrecadação com impostos como IPTU e ITBI e que um imóvel jamais seria vendido se anunciado pelo valor estimado pela prefeitura”.


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