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06 de janeiro de 2020, 07h59

Irmã de Marielle Franco responde Bolsonaro: “Suspeitas pra #%¥@$…”

Em live pelo Facebook neste sábado (4), Jair Bolsonaro disse ter "minhas suspeitas de quem matou Marielle, suspeitas apenas, né?”

Anielle e Marielle Franco (Foto: Reprodução/Arquivo)

Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada por milicianos no Rio de Janeiro em março de 2018, respondeu a Jair Bolsonaro, que em live pelo Facebook neste sábado (4) disse que tem “minhas suspeitas de quem matou Marielle, suspeitas apenas, né?”.

“‘Tenho minhas suspeitas de quem matou Marielle, suspeitas apenas, né?!’ Engraçado… Nós familiares também temos… Mas apenas suspeitas tá?! Suspeitas pra #%¥@$… Mas só suspeitas! O ano é 2020 e essa galera segue achando que só tem trouxa do lado de cá! Poupe-nos!”, tuitou Anielle.

Em comentário após indagação sobre “quando o MP vai concluir o caso”, a irmã de Marielle disse que a situação é “angustiante”. “Doida pra saber tb. É angustiante tudo isso”.

Live de Bolsonaro
A fala de Bolsonaro se deu em um momento da live em que Bolsonaro criticava uma suposta perseguição do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Para o presidente, Witzel quer associá-lo ao caso Marielle e também associar sua família a casos de corrupção com o intuito de desgastá-lo, já que o governador tem interesse em disputar a presidência em 2022.

“Ossos do ofício, levo porrada, jogo sujo da política. Muito obrigado pelo trabalho que está sendo feito, Witzel. Um dia a justiça vai chegar”, disse, em tom irônico.

Bolsonaro, ao sugerir que tem informações sobre o caso Marielle, falava sobre o caso do porteiro do condomínio em que morava na Barra da Tijuca. Em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro, o funcionário disse que o ex-policial Élcio Queiroz, ex-policial apontado com um dos envolvidos no assassinato da vereadora, esteve no local no dia do crime e disse que iria até sua residência. Ao entrar no condomínio, no entanto, Élcio Queiroz foi até a casa do vizinho de Bolsonaro, o também ex-PM Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos que mataram Marielle.

“No meu entender, ele [o porteiro] assinou sem ler, foi pressionado ou subornado. A TV Globo pôs no ar”, disse Bolsonaro.

Durante a live, o presidente ainda disse que é alvo de uma perseguição de Witzel por conta das investigações que apontam seu filho, Flávio Bolsonaro, como líder de uma organização criminosa que desviava e lavava dinheiro público através do esquema de “rachadinhas”.

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