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29 de julho de 2018, 17h57

Isolado, MDB deve perder força nas disputas estaduais

O número de candidatos do partido aos governos estaduais é o menor desde 1982 - MDB corre risco de eleger menos de 5 governadores, o pior desempenho da história da legenda

Na Presidência desde desde abril de 2016, com a ascensão de Michel Temer ao Planalto, o MDB deve perder força nos estados nas eleições deste ano e pode eleger o menor número de governadores de sua história. O número de candidatos a governador também é o mais baixo da história da legenda: 11. Apenas dois deles entram na disputa como favoritos, amparados por grandes alianças: Renan Filho (AL) e Helder Barbalho (PA).

Já nos demais estados, os emedebistas enfrentam gestões mal avaliadas,suspeitas de corrupção, brigas internas e isolamento em relação aos demais partidos. Dos sete governadores eleitos em 2014, quatro poderiam disputar a reeleição. Paulo Hartung (ES) desistiu de concorrer a novo mandato e Marcelo Miranda (TO) foi cassado no início do ano.

O gaúcho José Ivo Sartori, contudo, enfrenta desgastes por conta da crise financeira que atingiu o estado, que chegou a atrasar e parcelar salários de servidores. Acabou perdendo aliados como PP, PSDB e PDT, que lançaram candidatos próprios ao governo do estado. Mesmo com as baixas, o partido diz estar confiante na reeleição do governador.

Em estados como RJ, RN e BA,  o MDB perdeu força que tinha com a prisão de líderes partidários por conta da  Operação Lava Jato, casos de Sérgio Cabral, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Nos dois primeiros, o partido não terá candidato próprio. No MS, a prisão do ex-governador André Puccinelli, alvo da operação Lama Asfáltica, poderá significar um revés em sua candidatura.

O isolamento em relação aos demais partidos pesa contra o MDB. Nacionalmente, a legenda lançou a candidatura de Henrique Meirelles ao Planalto, mas não agregou aliados. Em São Paulo, Paulo Skaf não conseguiu atrair aliados e deve disputar a eleição com chapa pura. Em 2014, ele teve o apoio de quatro partidos. Em Goiás, Vilela negocia com PRB, PP e PDT, mas ainda não fechou alianças para enfrentar Ronaldo Caiado (DEM) e José Eliton (PSDB).

Nomes conhecidos, como Roseana Sarney (MA) e José Maranhão (PB) também têm dificuldades em compor alianças fortes. A filha do ex-presidente José Sarney disputa o governo maranhense pela quinta vez com apoio de PV, PSD, PSC, mais partidos nanicos. Seu principal oponente, o governador Flávio Dino (PCdoB) firmou aliança com 15 partidos, numa composição que vai do PT ao DEM.

Para enfrentar a falta de aliados, o MDB conta com o segundo maior tempo de televisão – cerca de 11 dos 95 minutos de propaganda diária. O partido também terá à disposição R$ 234 milhões do fundo eleitoral. A maioria dos recursos, contudo, será destinada a deputados federais e senadores que disputam a reeleição. Desde 1982, o pior desempenho do MDB em eleições estaduais foi em 2002 e 2010, quando o partido elegeu cinco governadores.

Com informações da Folha de S. Paulo


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