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05 de setembro de 2019, 07h20

Itamaraty desembolsa R$ 11 mil em diárias no bate-volta de Eduardo Bolsonaro aos EUA

Além do encontro de meia hora com Donald Trump, comitiva aproveitou o tempo para passear e pagou R$ 4 mil por um almoço às margens do canal que leva ao rio Potomac, na região portuária de Wharf, em Washington

Trump e Eduardo Bolsonaro (Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca)

O Itamaraty gastou US$ 2.729,94 (R$ 11.260) em quatro meias diárias na visita do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aos Estados Unidos, na semana passada. O deputado foi acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e dois assessores. O valor corresponde às horas trabalhadas do grupo no país, em período que totalizou bate-volta de 33 horas.

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A viagem correspondeu à campanha de Eduardo Bolsonaro para emplacar seu nome na embaixada dos Estados Unidos. Além de Eduardo e Ernesto, estavam dois assessores do Itamaraty, Filipe Martins, assessor para Assuntos Internacionais do Planalto, Vicente Santini, secretário-executivo da Casa Civil, e Arthur Weintraub, assessor da Presidência e irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Todos viajaram em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

Além do encontro de meia hora do grupo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o filho 03 e os demais aproveitaram o tempo para passear e almoçar em uma sala reservada de um dos restaurantes à beira do canal que leva ao rio Potomac, na região portuária de Wharf, em Washington. Os gastos com o almoço, como mostrou reportagem da Folha de S. Paulo, foi de US$ 1.000 (R$ 4.000) para uma mesa de sete pessoas. Valor foi desembolsado pelos próprios viajantes.

O Itamaraty informou que as quatro meias diárias totalizaram US$ 909,98 (R$ 3.736,37) por pessoa e foram pagas por “viagem a trabalho” em 30 e 31 de agosto. Duas se referem aos deslocamentos de ida e volta e as outras duas por ficarem hospedados na residência oficial da embaixada em Washington.

Apoio no Senado

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) já teria apoio suficiente no Senado para ser chancelado como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A informação é de Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa.

Em entrevista ao Poder 360, o senador disse que o filho do presidente Jair Bolsonaro tem 9 votos a favor de sua indicação e 7 votos contra. Três senadores ainda estariam indecisos.

No entanto, a pesquisa Datafolha aponta que 70% dos brasileiros não querem que Eduardo Bolsonaro assuma o cargo de embaixador em Washington, Estados Unidos. Em contrapartida, somente 23% dos entrevistados aprovam a iniciativa.


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