quinta-feira, 24 set 2020
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Janaína Paschoal diz que “não entende o que ocorre no MEC”, mas defende “Lava Jato da Educação”

Deputada estadual eleita por São Paulo e twitteira de plantão, Janaína Paschoal (PSL) usou a rede social para dizer que não entende “o que está ocorrendo no Ministério da Educação”.  Quem acompanha o caso entendeu a postagem como uma “alfinetada” à guerra entre a ala militar e o grupo ideológico do governo Jair Bolsonaro (PSL) que tem como guru o astrólogo Olavo de Carvalho.

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Sob o pretexto de pedir o que chamou de “CPI da Educação”, defendida por Jair Bolsonaro (PSC) como “Lava Jato da Educação”, ela ironizou a disputa pelo comando do ministério, formalmente chefiado pelo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez – um dos “olavetes” indicados para o primeiro escalão do governo.

“Bem, eu não estou entendendo bem o que está ocorrendo no Ministério da Educação. Só digo uma coisa: seja quem for o Ministro, sejam quem forem seus assessores, esta CPI precisa sair!”, publicou Janaína.

A guerra teve início após a decisão de Vélez em demitir ou deslocar para cargos menos importantes aliados de Olavo de Carvalho. A pressão para tal medida teria partido de militares, que, mais pragmáticos e menos simpático à pauta ultraconservadora, disputam com o guru do clã Bolsonaro a tutela sobre o discurso do presidente e os rumos do governo.

O astrólogo não reagiu bem e chamou os militares de “trapaceiros e covardes”. Pediu ainda que seus discípulos abrissem mão de cargos por não ter dedica sua vida para “aprimorar administração do puteiro”.

O deputado federal Alexandre Frota (PSL/SP) entrou na trincheira ao lado dos militares, nominando e pedindo que o corte de cabeças chegue aos “olavetes” acomodados no Ministério das Relações Exteriores para assessorar Ernesto Araújo.

Parlamentares ligados ao escritos definem a guerra como a maior crise já exposta no núcleo ideológico que dá suporte ao presidente da República.

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