Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
10 de março de 2019, 17h13

Janaína Paschoal diz que “não entende o que ocorre no MEC”, mas defende “Lava Jato da Educação”

Alfinetada de Janaína Paschoal é novo episódio da guerra entre a ala militar e o grupo chefiado pelo guru do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho

Janaína Paschoal. Foto: Reprodução Vídeo

Deputada estadual eleita por São Paulo e twitteira de plantão, Janaína Paschoal (PSL) usou a rede social para dizer que não entende “o que está ocorrendo no Ministério da Educação”.  Quem acompanha o caso entendeu a postagem como uma “alfinetada” à guerra entre a ala militar e o grupo ideológico do governo Jair Bolsonaro (PSL) que tem como guru o astrólogo Olavo de Carvalho.

Leia também: Em guerra contra Olavistas, Alexandre Frota dá nomes e pede a cabeça de assessor de chanceler: “Selva”

Sob o pretexto de pedir o que chamou de “CPI da Educação”, defendida por Jair Bolsonaro (PSC) como “Lava Jato da Educação”, ela ironizou a disputa pelo comando do ministério, formalmente chefiado pelo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez – um dos “olavetes” indicados para o primeiro escalão do governo.

“Bem, eu não estou entendendo bem o que está ocorrendo no Ministério da Educação. Só digo uma coisa: seja quem for o Ministro, sejam quem forem seus assessores, esta CPI precisa sair!”, publicou Janaína.

A guerra teve início após a decisão de Vélez em demitir ou deslocar para cargos menos importantes aliados de Olavo de Carvalho. A pressão para tal medida teria partido de militares, que, mais pragmáticos e menos simpático à pauta ultraconservadora, disputam com o guru do clã Bolsonaro a tutela sobre o discurso do presidente e os rumos do governo.

O astrólogo não reagiu bem e chamou os militares de “trapaceiros e covardes”. Pediu ainda que seus discípulos abrissem mão de cargos por não ter dedica sua vida para “aprimorar administração do puteiro”.

O deputado federal Alexandre Frota (PSL/SP) entrou na trincheira ao lado dos militares, nominando e pedindo que o corte de cabeças chegue aos “olavetes” acomodados no Ministério das Relações Exteriores para assessorar Ernesto Araújo.

Parlamentares ligados ao escritos definem a guerra como a maior crise já exposta no núcleo ideológico que dá suporte ao presidente da República.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.

 

 

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum