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05 de fevereiro de 2020, 08h55

Janaína Paschoal usa dados sobre estupro nas escolas para promover seu projeto de lei

Para combater os casos de estupro, deputada defende que apenas mulheres devem atuar nos cuidados íntimos de crianças na Educação Infantil

Foto: Divulgação/Alesp

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) foi às redes sociais nesta quarta-feira (5) para, mais uma vez, defender seu projeto de lei que restringe às mulheres a exclusividade nos cuidados íntimos de crianças na Educação Infantil. Ela usou como referência dados que mostram uma média de um caso de estupro por dia dentro de escolas no Estado.

“Vamos ensinar essas meninas a lutar! Com relação aos pequenos, vamos restringir as atividades de cuidados íntimos apenas às profissionais do sexo feminino!”, escreveu a deputada no Twitter.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro até outubro de 2019 há registros de 307 ocorrências de estupro em escolas. A maioria dos casos envolve crianças de 0 a 11 anos como vítimas: 191. Na faixa etária entre 12 e 17 anos, foram 77.
A proposta da deputada, no entanto, se restringe a ensinar defesa pessoal às estudantes e proibir que homens troquem fralda, deem banho e ajudem os menores a ir ao banheiro. Para o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Haroldo Correa Rocha, o problema se combate com um melhor treinamento dos professores, de forma a identificar comportamentos suspeitos de alunos.
O secretário diz ainda que, com uma formação adequada, o professor poderia identificar se algum aluno está sofrendo abuso e acionar órgãos como Conselho Tutelar e o Ministério Público. Para isso, ele diz que a pasta prepara cartilhas para os educadores e está recrutando professores que também sejam psicólogos, para capacitar os demais.
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