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04 de abril de 2019, 14h19

Jandira Feghali critica ausência de relator da reforma da Previdência e CCJ tem novo bate-boca

Ao chegar, Marcelo Freitas (PSL) provocou a oposição por ter passado “16 anos no poder” e acusou Jandira de lhe desprestigiar.“Eu não desrespeitei o relator”, rebateu a deputada do PCdoB, dando início à nova discussão generalizada

Jandira Feghali é líder da Minoria na Câmara dos Deputados

Após a sessão, na noite anterior, terminar em confusão, um  novo bate-boca interrompeu a calmaria nos debates sobre a Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, iniciados na manhã desta quinta-feira (04) com a participação de juristas favoráveis e contrários à proposta de Jair Bolsonaro (PSL). A discussão começou após a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) questionar a ausência no Plenário do relator da matéria, o Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG).

“O relator eu vi entrar no final e acho que já saiu, mas é muito ruim. Exatamente no debate sobre a constitucionalidade, ele é o relator dessa comissão e ele não permanece. Ou o relatório está pronto ou ele não tem muito interesse no debate da constitucionalidade e juridicidade do conteúdo da matéria”, insinuou a parlamentar.

Instantes depois, o deputado Marcelo Freitas entrou no Plenário e dirigiu-se fora dos microfones à Jandira, que respondeu publicamente: “Que bom, relator, que Vossa Excelência chegou”.

Assim que a parlamentar terminou sua intervenção, o parlamentar-delegado se explicou dizendo que, embora tente se fazer sempre presente, precisa sair das reuniões para atender entidades interessadas em dialogar sobre a Reforma da Previdência.

O relator também provocou a oposição por ter passado “16 anos no poder” e acusou Jandira de lhe desprestigiar.

“Eu não desrespeitei o relator”, rebateu a deputada do PCdoB, antes de ter início discussão generalizada, envolvendo outros parlamentares que tentavam defender Marcelo Freitas.

O relator, então, acusou Jandira de não estar presente na reunião desde o início. Chamada de leviana por outros governistas, ela respondeu que, como não é relatora, não tinha a obrigação de estar no Plenário.

Presidente da comissão, o deputado Felipe Fracischini (PSL-PR) precisou elevar o tom de voz e dizer que sua paciência está acabando. “Ontem vocês viram quão ruim ficou na mídia o que aconteceu aqui no final”, advertiu, referindo-se à reação do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao ser chamado de “tigrão” e “tchutchuca” pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR).

O bate-boca ocorreu mais de três horas após o início da reunião desta quinta.

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