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27 de outubro de 2018, 21h30

Janot, procurador-geral durante o ápice da Lava Jato, declara voto em Haddad

Janot, que foi procurador-geral da República durante o nascimento e o ápice da Lava Jato, seguiu os passos de Joaquim Barbosa e se posicionou a favor de Haddad neste sábado; "Não posso deixar passar barato discurso de intolerância"

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resolveu tomar uma atitude inédita neste sábado (27) e declarar seu voto nas eleições, que será em Fernando Haddad (PT). A um dia da votação, Janot afirmou que não pode “deixar passar barato discurso de intolerância”, em referência ao outro candidato, Jair Bolsonaro (PSL).

“Já fui chamado de petista e antipetista. Já fui psdebista e anti também. Houve muita especulação sobre meu interesse eleitoreiro na minha atuação profissional. Nada se comprovou. Agora, não posso deixar passar barato discurso de intolerância e etc. Por exclusão, voto em Hadadd”, escreveu Janot, que comandou a procuradoria-geral da República entre 2013 e 2017, ou seja, durante o nascimento e o ápice da operação Lava Jato.

Ao declarar voto em Haddad, Janot se uniu a outros nomes que dificilmente expressavam opinião política, como o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. “Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, escreveu Barbosa.


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