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11 de março de 2019, 12h05

Jornalistas são solidários à Constança Rezende contra ‘fake news’ de Bolsonaro

Jornalistas de vários veículos e diversas posições políticas como Patrícia Campos Mello, Amanda Audi, Leonardo Sakamoto, Guga Chacra, Carlos Andreazza, Míriam Leitão entre outros se pronunciaram contra a atitude de Bolsonaro

Bolsonaro em entrevista a jornalistas (Carolina Antunes/PR)

O ataque do presidente Jair Bolsonaro à jornalista Constança Rezende do jornal O Estado de S. Paulo, na noite deste domingo (10), além de entrar para o Trend Topics do Twitter com a hashtag #Bolsonaroéfakenews, provocou uma série de manifestações de solidariedade de colegas à Constança pelas redes sociais.

Jornalistas de vários veículos e diversas posições políticas se pronunciaram contra a atitude de Bolsonaro. Patrícia Campos Mello, que sofreu ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro por publicar, durante a campanha eleitoral, matéria denunciando o uso de disparos de mensagens de WhatsApp com o objetivo de prejudicar o PT, foi uma das primeiras a se manifestar: “Toda solidariedade à excelente jornalista Constança Rezende, vítima de intimidação e linchamento virtual”, escreveu.

Amanda Audi, correspondente do Intercept Brasil, em Brasília, chegou a afirmar que “Bolsonaro é criminoso. Ele postou uma MENTIRA que qualquer um com 2 neurônios vê q é MEN-TI-RA. Colocou nome e foto da jornalista. A expôs a ataques violentos. Simplesmente pq ela fez o seu trabalho. Apenas pq ela reuniu VERDADES sobre o esquema de corrupção da família Bolsonaro”, escreveu.

Leonardo Sakamoto, blogueiro do UOL e diretor da Repórter Brasil afirmou que “Bolsonaro tornou-se corresponsável por ataques, ameaças e agressões à repórter Constança Rezende após divulgar informação falsa a seu respeito, lançando uma onda de ódio contra ela. Sendo qualquer outra pessoa fazendo isso, seria inacreditável”, escreveu.

Até Carlos Andreazza, editor-executivo do Grupo Record, ligado à Igreja Universal, que apoia Bolsonaro desde as eleições, afirmou em sua conta do Twitter: “quem quer que seja minimamente honesto intelectualmente e ouvir os tais áudios não encontrará – desafio a encontrar – o conteúdo atribuído à repórter e com o qual o próprio presidente da República se lança a difamá-la. Simples assim. Questão objetiva. Não há”, disse.

O comentarista internacional da GloboNews, Guga Chacra, escreveu: “Minha solidariedade com a jornalista Constança Rezende do Estadão”.

A comentarista de economia da Rede Globo, Míriam Leitão, compartilhou a verificação da Agência Lupa comprovando a falsidade do post de Bolsonaro com o texto: “É falso que repórter do Estadão tenha dito que pretende ‘arruinar Flávio Bolsonaro e o governo’ informação da agencia Lupa”.

Entenda o caso

O presidente Jair Bolsonaro publicou um áudio na sua conta do Twitter, neste domingo (10), atribuído à jornalista Constança Rezende do jornal O Estado de S. Paulo, onde afirma que ela “diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o impeachment do presidente” e ataca a imprensa. “Ela é filha de Chico Otavio, profissional do ‘O Globo’. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos”, escreveu Bolsonaro.

Na gravação, no entanto, Constança fala sobre as denúncias do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Na conversa, em inglês, a repórter avalia que “o caso pode comprometer” e “está arruinando Bolsonaro”. Em nenhum momento declara que seria sua intenção arruinar o governo.

 


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