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29 de novembro de 2019, 19h04

Juiz que mandou prender ambientalistas de Alter do Chão é de família de madeireiros e critica ONGs

“Toda essa madeira é fiscalizada rigorosamente pela Receita Federal, essa manifestação é ridícula", disse Rizzi sobre ação do Greenpeace em 1994

Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz Alexandre Rizzi, que determinou a prisão preventiva de quatro voluntários das Brigadas de Alter do Chão, é integrante de uma família de madeireiros do Pará e já teve conflitos com organizações ambientais, enquanto atuou como advogado em empresa de seus parentes. Rizzi determinou a soltura dos brigadistas nesta quinta-feira (29) após fortes pressões.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o juiz e seu irmão, Rodrigo Rizzi, prestaram serviços como advogados de empresas comandadas pelos pais, Germano Clemente Rizzi e a Sirlei Carmen Sangalli Rizzi, em Santarém (PA). Os dois foram donos da Indústria e Comércio de Madeiras Rizzi Ltda, que encerrou as atividades em 1998, e da Germano C Rizzi, encerrada em 2008.

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Foi por conta da primeira empresa que Rizzi entrou em conflito com o Greenpeace, em 1994. Naquele ano, a ONG mobilizou cerca de 30 ativistas em um protesto que paralisou o porto de Santarém. A ação aconteceu dentro de um navio ucraniano que levava 40 mil toneladas de madeira.

“Manifestação ridícula”

Na ocasião, o hoje magistrado concedeu uma entrevista à Folha: “Toda essa madeira é fiscalizada rigorosamente pela Receita Federal, essa manifestação é ridícula”. Questionado hoje sobre o episódio, Rizzi disse que nunca teve conflitos com ONGs e que a fala “reflete apenas a sua opinião à época acerca de um fato que presenciou”.

“No mais, continuarei firme e pronto para julgar quem quer que seja, independentemente de credo, ideologia ou partido político. Entretanto, eu sei que isso incomoda bastante”, acrescentou.


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