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13 de maio de 2019, 16h31

Juíza que condenou Lula no caso do sítio reconhece que copiou sentença de Moro

Gabriela Hardt, além de admitir que escreveu sua sentença usando a decisão do então juiz como modelo, defendeu a nomeação de Moro ao STF: “Se fosse presidente, indicaria”

Foto: Reprodução/YouTube/Ajufe

Gabriela Hardt, juíza federal que condenou o ex-presidente Lula por corrupção no caso do sítio de Atibaia, reconheceu, nesta segunda-feira (13), que escreveu sua sentença usando a decisão do ex-juiz Sérgio Moro como modelo.

A defesa do ex-presidente protocolou uma reclamação do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a utilização do texto de Moro na sentença dela comprova que Lula não está sendo propriamente julgado. A juíza, no entanto, negou que tenha cometido injustiça.

Gabriela declarou que é “normal” usar sentenças como modelo. Disse que usa decisões de colegas como base para todas as suas decisões. “A gente sempre faz uma sentença em cima da outra. E a gente busca a anterior que mais se aproxima. Nosso sistema tem modelo para que a gente comece a redigir em cima dele. Eu faço isso em todas as minhas decisões. Raramente começo a redigir uma sentença do zero porque seria um retrabalho”.

A juíza afirmou que, no caso de Lula, a sentença mais semelhante disponível no sistema era o do ex-juiz Moro, que havia condenado o ex-presidente no caso do triplex no Guarujá.

“Usei o modelo do caso mais próximo, mas a fundamentação da sentença não tem nada da anterior”, afirmou.

Na sentença de Gabriela, sobre o sítio, ela usou a palavra “apartamento”, termo que estava na ação de Moro. “Eu fiz em cima e na revisão esqueci de tirar aquela palavra”, tentou justificar. “Fiz a sentença sozinha. Todas as falhas dela são minhas”.

Moro no STF

A juíza ainda afirmou que, “se fosse presidente”, indicaria o colega Sérgio Moro a uma vaga no STF. Em um congresso de direito em Curitiba, nesta segunda, onde Moro também palestrou, Gabriela elogiou o trabalho do antecessor e afirmou que ele já demonstrou competência para ocupar uma vaga no Supremo.


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