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21 de janeiro de 2020, 20h14

Justiça do Rio determina paralisação de investigação contra sócio de Flávio Bolsonaro

O Ministério Público do estado tem fortes indícios de que Alexandre Santini tenha atuado como laranja na compra da loja de chocolates

Flávio Bolsonaro - Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

A Justiça do Rio de Janeiro mandou, nesta terça-feira (21), paralisar a investigação contra Alexandre Ferreira Dias Santini, sócio de Flávio Bolsonaro em uma loja de chocolates.

A investigação se refere ao processo do esquema de “rachadinha” no gabinete do filho do presidente quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) tem fortes indícios de que Santini tenha atuado como laranja na compra da loja de chocolates, que teria sido usada para lavar dinheiro da “rachadinha”, quando funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao político.

A decisão desta terça foi tomada pelo desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado. O magistrado diz que Santini não teve o direito de defesa adequado.

No final de dezembro, a loja de Flávio e o sócio foi alvo de busca e apreensão. Ele também teve bens apreendidos, junto com mais 26 suspeitos de envolvimento no esquema.

A decisão da Justiça acatou solicitação da defesa do sócio de Flávio. No entanto, não vale para o filho do presidente e nem para os demais envolvidos.

Divisão de lucros

Depois de analisar relatório dos promotores que investigam o caso Queiroz, Flávio Itabaiana Nicolau, juiz da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, considerou que a divisão dos lucros entre Flávio e o sócio dele não é comum ou razoável.

De acordo com a Promotoria, a diferença de distribuição de lucros foi de R$ 500.236,01 entre 2015 e 2017 — no período, a empresa transferiu R$ 789 mil para Flávio e R$ 289 mil para Santini.

Com informações do UOL e do G1


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