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18 de fevereiro de 2020, 07h11

Justiça manda deputado do PSL apagar vídeo falso que acusa Felipe Neto de pedofilia

O vídeo publicado por Bruno Engler (PSL-MG) foi manipulado de forma a parecer que o youtuber falava de sexo para crianças

Montagem reúne vídeos de Felipe Neto (Foto: Reprodução)

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu nesta segunda-feira (17) uma liminar que obriga o deputado estadual Bruno Engler (PSL-MG) e seu assessor Victor Luiz a deletarem de suas redes sociais um vídeo falso contra o youtuber Felipe Neto. O conteúdo viralizou na semana passada e, a partir de imagens manipuladas, acusa o influenciador de pedofilia.

A decisão do juiz Mario Cunha Olinto Filho, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, afirma que “de fato teria ocorrido uma montagem (…) de forma a dar a entender, de forma maliciosa, que o autor pratica ou incentiva pedofilia ou, no mínimo, divulga material impróprio para crianças e adolescentes”.

Em outro trecho, o juiz diz que “há evidência de ofensa à honra e ao nome do autor perante o seu público, criando-se um factoide sem indicação de qualquer veracidade. Assim, cabe a remoção imediata dos conteúdos ofensivos”. De acordo com a coluna de Guilherme Amado, na Época, a Justiça também determinou que, se o deputado e seu assessor não apagerem as postagens do Twitter, Instagram e Facebook, a pena será diária e de R$ 5 mil para cada um.

A montagem exibia imagens de crianças e trechos de vídeos antigos de Felipe Neto falando sobre sexo, que foram editados para parecer que ele falava para crianças. De acordo com o youtuber, a postagem do assessor do deputado foi a primeira a ser publicada na internet.

Neto celebrou a decisão do juiz e disse que espera ser um indicativo do “fim da era das fake news” contra adversários nas redes sociais. “A milícia digital cortou os trechos e montou com uma parte mais recente, quando eu já me preocupava com conteúdo para crianças. Os responsáveis por essa campanha difamatória irão pagar pelo que fizeram. Espero que este caso se torne um indicativo de que a era das fake news para arruinar reputações vai chegar ao fim”.

Assessora no Terça Livre

Em novembro do ano passado, durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, o blogueiro Allan dos Santos, do Terça Livre, confirmou que uma de suas jornalistas, Fernanda Salles Andrade, também atua como assessora do deputado Bruno Engler na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O blogueiro é acusado de comandar o Gabinete do Ódio, setor dentro do governo que seria responsável por espalhar fake news.


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