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20 de março de 2019, 16h36

Justiça norte-americana associa agrotóxico liberado no Brasil a câncer

Em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma proposta no sentido de manter liberada a venda de glifosato no Brasil

Foto: Reprodução

O agrotóxico mais utilizado no Brasil está sob forte suspeita. A justiça de San Francisco, nos Estados Unidos, determinou que o herbicida “Roundup”, à base de glifosato, foi um “fator importante” no desenvolvimento de câncer em um homem.

O glifosato é o principal ingrediente ativo de inúmeros pesticidas utilizados em plantações e jardins.

Na contramão, em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma proposta no sentido de manter liberada a venda de glifosato no Brasil, já que, segundo avaliação do órgão, não haveria evidências científicas de que a substância cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

A empresa alemã Bayer, que adquiriu a Monsanto, fabricante do produto, rechaçou as acusações de que a substância seja cancerígena.

Entretanto, o júri decidiu, por unanimidade, que o produto contribuiu para o linfoma não Hodgkin (LNH) de Edwin Hardeman, um homem de 70 anos, que vive na Califórnia.

A próxima fase do julgamento vai avaliar a responsabilidade e os danos causados pela Bayer.

Reincidência

A empresa, que adquiriu o “Roundup” como parte da compra da concorrente norte-americana Monsanto por US$ 66 bilhões, afirmou que ficou desapontada com a decisão.

Este é o segundo processo de 11,2 mil ações judiciais contra o “Roundup” a ir a julgamento nos EUA. Em 2018, a Monsanto foi condenada em primeira instância pela Justiça norte-americana a pagar US$ 289 milhões (R$ 1,1 bilhão) a um homem com câncer. A indenização foi reduzida para US$ 78 milhões e está em fase de recurso.

Com informações da BBC News

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