Justiça seletiva: Vaccari preso, Paulo Preto Solto

Paulo Preto movimentou mais de R$ 113 milhões na Suíça para José Serra, Aloysio Nunes e Geraldo Alckmin e continua solto

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Por Brasil 247 A operação Lava Jato dá mais uma prova da seletividade nas suas acusações. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto está preso há quase três anos sem que se tenha encontrado nada em suas contas no Brasil ou no exterior. A defesa de Vaccari ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido habeas corpus contra a prisão preventiva, decretada pelo juiz Sérgio Moro. "Primeiro, essa prisão é injusta, por conta da desnecessidade da prisão preventiva, e também a ausência do trânsito em julgado, cuja execução provisória é inconstitucional. A defesa do Sr Vaccari continua a lutar contra essa grande injustiça que ele ainda suporta", ressalta o advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D'Urso (leia mais). O petista foi absolvido duas vezes e condenado uma vez em segunda instância. Na primeira sentença favorável, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região o livrou de uma pena de 15 anos proferida por Moro, e também de um dos mandados de prisão. Por outro lado, o ex-diretor da estatal paulista Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador das propinas do PSDB, que movimentou mais de R$ 113 milhões na Suíça, arrecadando recursos para José Serra, Aloysio Nunes e Geraldo Alckmin, continua solto e pode até ser beneficiado pela prescrição de seus processos. "Vaccari foi preso arbitrariamente há muito tempo pelo juiz Sérgio Moro acusado de ser o operador do PT sem quaisquer indícios, não encontraram um centavo sequer em sua conta. Já o operador do PSDB flagrado com 100 milhões na Suíça, dinheiro oriundo de propina, continua livre", escreveu o internauta Kallil Oliveira.