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04 de dezembro de 2019, 17h26

Justiça transforma Ricardo Salles em réu por ter mandado tirar busto de Lamarca de parque em SP

Em caso de condenação, pelo ato cometido quando era secretário do Meio Ambiente, na gestão de Geraldo Alckmin, ministro pode pegar de seis meses a dois anos de cadeia e ainda ter que pagar multa

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, virou réu em ação penal por crime contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural. À época em que era secretário do Meio Ambiente de São Paulo, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), em agosto de 2017, Salles mandou retirar busto de Carlos Lamarca do Parque Estadual do Rio Turvo, em Cajati (SP).

Além disso, também ordenou a retirada de painéis de uma exposição sobre a passagem do guerrilheiro pela região.

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Salles foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no mês passado e, nesta segunda (2), a juíza da 1ª Vara Criminal de Jacupiranga, Gabriela de Oliveira Thomaze, aceitou a denúncia.

Conforme alegação do MP aceita na Justiça, o hoje ministro não tinha autoridade para ordenar a remoção do busto e dos painéis, pois a instalação das peças havia sido uma determinação do conselho gestor do parque.

Em caso de condenação, Salles pode pegar de seis meses a dois anos de cadeia e ainda ter que pagar uma multa.

Treinamento

O busto e os painéis eram referência ao capitão do Exército, Carlos Lamarca. Entre 1969 e 1970, ele e mais 16 integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) fizeram treinamento de guerrilha no Sítio Capelinha, onde hoje fica o parque. Lamarca foi assassinado em operação militar no interior da Bahia, em 17 de setembro de 1971.

Com informações do UOL


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