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20 de fevereiro de 2019, 11h00

Lado B | Edição Nº 7 – “Moralismo de goela que não se sustenta”, diz Ciro sobre Bolsonaro

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Exclusivas 

Ciro fala sobre o governo Bolsonaro

Após seminário nesta terça-feira (19) sobre a Reforma da Previdência na sede do PDT em Brasília, o ex-candidato a Presidente da República, Ciro Gomes (PDT) falou com exclusividade à Fórum sobre Bolsonaro. “Cansei de dizer, até em certo momento mais azedo, de que ele tinha um parafuso a menos, meio tresloucado, cansei de dizer dos problemas desses filhos dele. Eu só não sabia que os problemas com os filhos eram tão graves”, afirmou ao jornalista George Marques, da Sucursal da Fórum em Brasília. “Bolsonaro se elegeu com discurso simplório assentado em duas colunas: uma simplificação grosseira do gravíssimo problema de segurança pública e um moralismo de goela que não se sustenta.”

Previdência

Cogitado nos bastidores como futuro presidente da comissão especial sobre a Reforma da Previdência, o deputado e economista Mauro Benevides Filho(PDT-CE) disse ao jornalista George Marques, que o PDT não abrirá mão de um sistema de capitalização com contribuição patronal obrigatória.

“Se não tiver isso o PDT está fora das negociações, e isso o governo já sabe porque fomos transparentes com eles desde o início”, afirmou Benevides nessa terça-feira (19) durante debate organizado na sede do PDT em Brasília. O texto final da reforma deve ser entregue ao Congresso pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta (20).

Senadores querem ouvir Damares Alves e Sérgio MoroA Comissão de Direitos Humanos do Senado vai ouvir, na quinta-feira (21), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Os senadores querem ouvir a ministra sobre as prioridades do ministério para a área.

O convite foi aprovado após requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão. Antes de ser ministra, Damares costumava assessorar o ex-senador Magno Malta (PR-ES) em assuntos da comissão.

Os parlamentares também decidiram convidar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para falar sobre seu pacote anticrime. A data ainda não foi definida.

Momento de unidade dos movimentos sociais

“Para enfrentarmos esse momento de tentativa de um brutal avanço do capital sobre as trabalhadoras e os trabalhadores, é fundamental traçarmos nossas ações e lutas de resistência, tanto do ponto de vista organizativo como político, a partir da unidade das esquerdas, especialmente dos movimentos sociais”, afirma o colunista da Fórum Raimundo Bonfim. Para ele, é preciso organização, formação e politização. “O momento exige unidade dos movimentos sociais para, nesse primeiro semestre de 2019, dar conta das tarefas mais importantes dos últimos anos, que são fazer um amplo debate de esclarecimento e envolver milhões de pessoas nas mobilizações para libertar Lula do cárcere em Curitiba, além de impedir o desmonte da Previdência pública, pois se for aprovado será o maior ataque ao povo brasileiro da história da Nova República”, diz.

O que está por trás da demissão de Gustavo Bebianno?

Briga familiar? Ou tudo isso é para esconder o real motivo da demissão de Bebianno, que é o laranjal do PSL? Ou a briga é com as milícias do Rio de Janeiro? O colunista da Fórum, jornalista e escritor Felipe Pena, comenta as hipóteses da crise do governo. Assista.

Homenagem ao histórico Zimbo Triopianista Amilton Godoy lança nas próximas semanas um disco homenagem ao histórico Zimbo Trio, grupo que foi parte do movimento de renovação da música brasileira nos anos 60 e que em 2019 comemoraria 55 anos de carreira.

O disco foi gravado ao lado dos músicos Edu Ribeiro (bateria) e Sidiel Vieia (contrabaixo), que o acompanham no atual Amilton Godoy Trio.

Ainda vale a pena….

Nesta seção destacamos matérias que circularam na Fórum durante o dia de ontem, mas que merecem ser lidas.

Áudios na emissora “inimiga”

Jornal Nacional, veiculado na noite desta terça-feira (19) pela Rede Globo, usou todo seu primeiro bloco com uma extensa reportagem sobre os áudios de Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno que intensificou a crise no governo. O telejornal reproduziu todo o material vazado pela Veja.

No início, William Bonner e Renata Vasconcellos leram a nota do Globo, em resposta às declarações de Bolsonaro sobre a emissora, a chamando de “inimigo”.

Bolsonaro disse: “Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto: eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento. Agora… Inimigo passivo, sim. Agora… Trazer o inimigo para dentro de casa é outra história. Pô, cê tem que ter essa visão, pelo amor de Deus, cara. Fica complicado a gente ter um relacionamento legal dessa forma porque cê tá trazendo o maior cara que me ferrou – antes, durante, agora e após a campanha – para dentro de casa. Me desculpa. Como presidente da República: cancela, não quero esse cara aí dentro, ponto final”.

Carlos Bolsonaro em Juiz de Fora

Por que Bebianno disse à Jovem Pan que Carlos Bolsonaro só viajou em campanha para Juiz de Fora? Em uma longa entrevista à Rádio Jovem Pan, Gustavo Bebianno resolveu dizer, de forma no mínimo suspeita, que Carlos Bolsonaro mal participava da campanha e que a única viagem que fez foi para Juiz de Fora, cidade onde Bolsonaro sofreu o atentado. “Em política ninguém diz nada por acaso”, diz o editor da Fórum Renato Rovai.

Primeira derrota do governo

Em meio a crise política e isolamento do PSL no parlamento, o governo de Jair Bolsonaro sofreu, na Câmara dos Deputados, a primeira derrota em âmbito legislativo. A Câmara aprovou um projeto que susta os efeitos do decreto que alterou as regras da Lei de Acesso à Informação (LAI).  O decreto presidencial nº 9.690, assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão em 24 de janeiro, permitia que servidores comissionados até do terceiro escalão colocassem sigilo secreto e ultrassecreto a dados públicos – ou seja, limitassem o acesso da população em até 25 anos, esvaziando a Lei de Acesso à Informação.

Da vizinhança

Nesta seção indicamos leituras de sites que fazem parte desta enorme galáxia da internet, como bem definiu Castells.

Acabou o governo do clã dos Bolsonaros

Para Ricardo Kotscho, acabou precocemente o governo do clã dos Bolsonaros, aos 50 dias de vida, na primeira crise que enfrentou. Começa agora para valer o governo da junta militar comandada pelo general Augusto Heleno, o chefe da “turma do Haiti”. Kotscho diz que o episódio de Bebianno jogou dúvidas sobre a capacidade de comando do presidente. E é nesse cenário que “o governo entrega esta semana à Câmara seus dois mais importantes e, ao que tudo indica, únicos projetos de governo: o pacote anticrime de Moro e a reforma da Previdência de Guedes, os únicos civis que se sobressaem em meio ao batalhão de generais”.

Telhada perde ação contra jornalista, Viomundo e Brasil de Fato

Coronel Telhada, ex-comandante da Rota e ex-vereador de São Paulo pelo PSDB, perdeu ação que movia contra a jornalista Lúcia Rodrigues por conta de reportagem publicada em março de 2013 na Rede Brasil Atual. A matéria denunciava a contratação de parentes e financiadores de campanha no gabinete de Telhada. Na época, Lúcia fez uma longa entrevista com o coronel, que ao ser questionado sobre a decisão de empregar o primo, reagiu com uma ameaça:” Eu aconselho você a tomar cuidado com o que você vai publicar, porque a paulada vem depois do mesmo jeito, no mesmo ritmo”.

Em seguida, ele entrou com ação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), reivindicando a exclusão de Lúcia dos quadros da categoria. Na Justiça, ele processou-a no cível e no criminal. Processou também os oito veículos que reproduziram a matéria da jornalista, entre os quais o Viomundo e o Brasil de Fato. Aton Fon Filho e Nei Strozake foram os advogados de Lúcia Rodrigues, Viomundo e Brasil de Fato.
 
E se a Vale não fosse privada?

segundo artigo da trilogia “Vida/Engenharia/Soberania/Brasil”, produzida pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), compara a atuação de empresas estatais e privadas. Segundo o texto, empresas públicas ou de economia mista são obrigadas, por legislação, a possuírem áreas de auditoria interna e são permanentemente subordinadas às análises dos Tribunais de Contas da União (TCU) ou dos estados, das Agências Reguladoras, bem como da Controladoria Geral da União (CGU), realizadas por quadros de auditores (analistas e servidores concursados), com planos de carreira específicos e independência funcional.

A Fisenge chama a atenção que em inúmeras situações, essas empresas desenvolvem iniciativas inovadoras, como a Petrobras, com a tecnologia da exploração de petróleo em águas profundas na camada do pré-sal. Em contrapartida, sob a gestão privada, generosa pagadora de bônus, bonificações e publicidades, a Vale causou grande número de mortes com o rompimento das barragens de Brumadinho e Mariana. “É inaceitável a conivência, no Brasil, com práticas empresariais predatórias que colocam em questão balanços e resultados empresariais, objetivando a obsessiva apresentação de lucros que atendam unicamente à voracidade do mercado, assegurando indecentes bonificações e dividendos concedidos a gestores e acionistas, despreocupada, muitas vezes, com vidas humanas.” Leia o primeiro artigo da série aqui.


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