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21 de fevereiro de 2019, 11h05

Lado B | Edição Nº 8 – Reforma da Previdência de Bolsonaro chega ao Congresso em meio à crise do governo

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Exclusivas 

Desconhecimento 

O ex-ministro da Previdência Social nos governos do ex-presidente Lula, Ricardo Berzoini, criticou a Reforma da Previdência entregue por Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, principalmente em relação à ausência dos militares e a idade mínima de 60 anos para professores e trabalhadores rurais se aposentarem. “O professor não suporta chegar nessa idade trabalhando com capacidade efetiva. Certamente esse povo que escreveu essa reforma não conhece o ensino público no interior do país”, diz. “Se essa regra valesse hoje iria impossibilitar a aposentadoria de 90% dos trabalhadores rurais”. Segundo ele, o segmento que mais vai lucrar com essa proposta serão os banqueiros e o sistema financeiro do país.

“Drástica e abrupta”

Para o economista Fernando de Aquino, coordenador da Comissão de Previdência Social do Conselho Federal de Economia (Cofecon), “a reforma do governo é drástica e abrupta em excesso”. “Dizer que o Brasil vai quebrar [se não fizer a reforma] é alarmismo. A dívida pública tem crescido um pouco rápido, mas ainda tem muito espaço para ir ajustando gradualmente”, afirma. Na avaliação de Aquino, o ônus do ajuste fiscal está sendo repassado às classes baixa e média.

Novo partido

Menos gabinetes e escritórios, mais militância nas comunidades, nas ruas, no meio do povo. É dessa forma que a Unidade Popular pelo Socialismo (UP), movimento que surgiu em meio às Jornadas de Junho de 2013, pretende formalizar-se como partido em março. Negro, ativista e morador da Ocupação Eliana Silva em Belo Horizonte (MG), Leonardo Péricles, de 37 anos, é presidente da Comissão Nacional Provisória da futura legenda. “Precisamos unificar os que desejam ir além, radicalizar, buscar pela raiz os problemas a favor dos explorados e oprimidos. Tivemos exemplos recentes, a Greve Geral de abril de 2017, em que 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços, derrotando a Reforma da Previdência de Temer”, diz ele em entrevista à Fórum.

Unidade política

Fábio Nogueira, secretário do PSOL e Ivan Alex, secretário do PT, escrevem juntos um artigo sobre o conceito de “vanguarda compartilhada”. Eles remetem à intelectual marxista Marta Harnecker, que afirma que “vanguarda compartilhada não é sinônimo de fusão entre organizações. Ao contrário, as características que singularizam cada organização podem ser preservadas em nome do acúmulo do trabalho político”. A partir dessa “ideia-força”, eles defendem a construção da resistência ao governo Bolsonaro.

Aqui não tem santo

“A mídia vem chamando Bolsonaro de “despreparado”, mas em relação a quê?”, questiona o colunista da Fórum Raphael Fagundes em novo artigo. “O que é ‘estar preparado para governar’? Certamente para a imprensa bancada pelos grandes capitalistas é ser o mais transparente possível para que seus interesses passem no Congresso.”

Bernie Sanders vem aíO anúncio de que o senador independente do estado de Vermont vai, novamente, disputar as primárias para concorrer contra Donald Trump nas eleições do ano que vem foi destaque nos maiores jornais dos Estados Unidos e comemorado por sites de esquerda. Em entrevista à FórumCreomar de Souza, professor de Relações Internacionais e especialista em política norte-americana, alerta que a fragmentação do setor progressista do país, no entanto, pode dificultar a vida do “socialista democrata” e abrir caminho para uma reeleição de Trump. “Há outro tipo de eleitor que ele precisa dialogar.”

Ainda vale a pena….

Nesta seção destacamos matérias que circularam na Fórum durante o dia de ontem, mas que merecem ser lidas.

Mais áudios vazados

O jornal O Globo, em matéria divulgada na noite desta quarta-feira (20), colocou ainda mais lenha na fogueira da crise instaurada entre o ex-ministro Gustavo Bebianno e o presidente Jair Bolsonaro. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, teria ligado “por engano” para o celular de um jornalista, que registrou uma conversa aparentemente reservada entre o ministro e o presidente. No diálogo, Bolsonaro escala Lorenzoni para negociar um acordo com Bebianno para que o ex-ministro não o ataque. “Se ele me cobrar individualmente, eu to f**”.

Política para desaparecidos

O Plenário do Senado Federal aprovou projeto de lei (PLC 144/2017) que cria a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O texto prevê ações articuladas do poder público e a reformulação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. No entanto, por conta de uma falha na articulação política do Governo, por pouco o Planalto não sofreu uma nova derrota no Congresso. “Este projeto de lei é fundamental para o país enfrentar o desaparecimento de pessoas pelo tráfico e para exploração sexual”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Voto histórico

ministro Celso de Mello, do STF, concluiu nesta quarta-feira (20) seu extenso, caudaloso, consistente e já histórico voto. O ministro indica que o STF deve decidir que, até que o Congresso vote uma lei específica, a discriminação e violência contra a população LGBTI devem ser criminalizadas nos moldes do racismo. “Que as lições de Celso de Mello sejam absorvidas e sua posição referendada pelos demais ministros”, diz o colunista da Fórum e ativista Julian Rodrigues.

Da vizinhança

Nesta seção indicamos leituras de sites que fazem parte desta enorme galáxia da internet, como bem definiu Castells.

Engenharia nacional

terceiro artigo da trilogia Vida/Engenharia/Soberania/Brasil, produzido pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), aponta que
enquanto empresa estatal, a Vale jamais foi atingida por sinistros da natureza e magnitude  de Brumadinho e destaca a importância da engenharia nacional. “O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a tragédia em Brumadinho é a mais grave violação às normas de segurança do trabalho. Este fato demonstra a significativa inflexão no modelo de gestão da Vale que, quando companhia estatal, investia em segurança e valores da cidadania. Em seus balanços, a empresa apresentava e exibia resultados compatíveis com a realidade de uma instituição compromissada com a legislação e o interesse nacional.”

O palhaço-médico

Com figurino de palhaço, o médico Flávio Falcone trabalhava, até segunda-feira passada (11/2), no programa Recomeço, do governo estadual de São Paulo, nas ruas da Cracolândia, fazendo encaminhamento de dependentes químicos e, sobretudo, criando relações com aqueles que foram, há muito, esquecidos por todos.”Minha demissão é política”, afirmou à Ponte o médico que ataca a medicalização e a internação pela via da abstinência como única forma de tratar a dependência.


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