Laudo da defesa de Lula atesta autenticidade das conversas hackeadas por Walter Delgatti

Foram analisados os "metadados" dos arquivos, onde ficam gravados a data e horário de criação, a última alteração, o tipo de documento e o autor

Um laudo preliminar elaborado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (14), reforça a integridade das conversas entre procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba hackeadas por Walter Delgatti Neto.

De acordo com o laudo, feito pelo perito Cláudio Wagner, os documentos trocados pelos procuradores em grupos no Telegram foram criados antes da invasão dos celulares e que os integrantes da extinta “lava jato” no Paraná, não o hacker, são os autores dos arquivos. 

A conclusão partiu da análise das propriedades eletrônicas registradas nos documentos, os chamados “metadados”. Nesses dados ficam gravados a data e horário de criação do arquivo, a última alteração, o tipo de documento e o autor. 

“Cumpre-nos destacar de forma simples que, metadados são informações estruturadas que auxiliam na descrição, identificação, gerenciamento, localização, compreensão e preservação de documentos digitais. Portanto, entendemos que a apuração dos metadados dos arquivos contidos no material recebido e/ou coletado junto a Polícia Federal, permite a identificação do autor, da existência de modificações e respectivas datas nos documentos, conforme exemplos trazidos no presente relatório”, diz o perito.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.