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21 de março de 2019, 08h26

Líder do PSL critica generosidade de Bolsonaro em proposta para militares: “Momento é de sacrifício”

Deputado Delegado Waldir disse não ser o momento para discutir proposta reestruturação da carreira militar que chegou à Câmara junto às mudanças na previdência das Forças Armadas

Deputado Delegado Waldir e Bolsonaro - Foto: Reprodução

Nem o líder do PSL na Câmara Federal, o deputado Delegado Waldir (PSL/GO), poupou críticas ao passa-moleque do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que, junto à proposta da Reforma da Previdência para as Forças Armadas, entregou à Casa Legislativa, na quarta-feira (20), projeto que reestrutura a carreira dos militares. Em entrevista nesta quarta-feira (20), o parlamentar avaliou que a iniciativa veio em má hora, pois “o momento agora é de sacrifício”.

O “temor” do Delegado Waldir é de que, em meio à tramitação da PEC da Reforma da Previdência que trata dos trabalhadores do regime privado e servidores públicos civis, outras categorias reivindiquem melhorias nas carreiras.

A “generosidade” de Bolsonaro com os militares recebeu mais críticas após a veiculação de análises de que a proposta de reestruturação beneficia, especialmente, as patentes mais altas.

Do mesmo modo, as propostas de mudanças na previdência das Forças Armadas são bem menos incisivas, inclusive na avaliação do líder do PSL.

Reportagem do UOL apontou que a economia esperada na reforma dos militares ficou em R$ 10,45 bilhões em 10 anos – apenas 11% do valor anunciado pelo governo Bolsonaro em fevereiro (R$ 92,3 bilhões) -, justamente em razão do acréscimo de gastos com a reestruturação da carreira.

Tramitação
A tramitação da PEC da Reforma para os trabalhadores civis estava condicionada à chegada da proposta para os militares.

Nesta quarta (20), o deputado Delegado Waldir anunciou que o PSL não pleiteia a relatoria da PEC nem na Comissão Especial, que será instaurada na Câmara, nem na Comissão de Constituição de Justiça – a primeira a apreciar o texto.

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