Liderado por Adriano da Nóbrega, Escritório do Crime é suspeito de 18 assassinatos

Braço de execução da milícia de Rio das Pedras comandado por Adriano da Nóbrega teria assassinado de bicheiros a políticos, além de ter matado pessoas por engano

Liderado pelo “herói” de Jair Bolsonaro, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, o Escritório do Crime, grupo de extermínio ligado à milícia de Rio das Pedras, é suspeito de praticar pelo menos 18 assassinatos desde 2004 – um ano antes do miliciano ser homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a mando do pai.

Segundo reportagem de Rafael Soares, na edição deste domingo (16) do jornal Extra, a lista de vítimas tem bicheiros, policiais militares, presidentes de escolas de samba, políticos e até um casal executado por engano.

As investigações mais recentes estão sendo conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Rio, que investiga a atuação do consórcio de matadores.

Segundo a reportagem, seis das mortes, ocorridas entre 2004 e 2009, estão relacionadas com a guerra pelo espólio criminoso do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, que está no topo da lista das execuções.

Na época, Adriano era ligado a um dos melhores amigos do bicheiro, o pecuarista Rogério Mesquita, a quem chamava de “padrinho”. Mesquita acabou ficando com parte dos bens e recrutou Adriano para sua quadrilha em 2006.

Ameaçado pelo “afilhado”, ele apontou, em depoimento à polícia, Adriano como autor das mortes de Carlos Alberto Alano, o Carlinhos Bacalhau, funcionário de Maninho assassinado no Centro do Rio, e do ex-deputado Ary Brum, executado na Linha Amarela, em 2007.

Entre as mortes em que há suspeita de participação do grupo, há um caso em que o tráfico é investigado por encomendar o crime. É o assassinato do major Alan Luna, lotado no batalhão da Ilha do Governador. Ele foi executado em Nova Iguaçu,na Baixada Fluminense, a caminho da unidade.

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