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24 de setembro de 2019, 22h30

Lindbergh já defende o ‘Fora Bolsonaro’: “Não podemos esperar 4 anos”

Ex-senador, que liderou manifestações da UNE pelo 'Fora, Collor' em 1992, acredita que já há condições para os brasileiros repetirem o feito e tirarem Bolsonaro do poder: "Talvez seja a melhor maneira de juntar o Brasil e impedir essa destruição". Assista

Foto: Agência Senado

O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em entrevista ao programa Fórum 21, na noite desta terça-feira (24), defendeu que a esquerda comece a levantar a bandeira do “Fora, Bolsonaro”. De acordo com o petista, inúmeros fatores têm criado condições parta que essa seja a principal pauta da oposição, principalmente a partir do ano que vem, quando ocorrem eleições municipais.

A fala sobre o “Fora, Bolsonaro” se deu quando o jornalista Ivan Longo perguntou sobre as expectativas do ex-senador com a abertura da CPI das Fake News na Câmara dos Deputados. A comissão analisará o uso de notícias falsas por parte da campanha de Bolsonaro à presidência no ano passado e também durante o governo. Para Lindbergh, trata-se de uma CPI estratégica, que pode servir para questionar a legitimidade das eleições e, assim, incentivar a população a exigir um novo pleito, desta vez sem disparos de fake news.

“Essa CPI é estratégica”, disse o petista. “Estou cada vez mais propenso a defender a tese que nós, da esquerda, temos que levantar a bandeira do ‘Fora Bolsonaro’, dentro dessa história de anulação das eleições”, completou.

Para ele, a CPI das Fake News, somada à crise econômica que vem se intensificando, criará a “tempestade perfeita” para a queda de Bolsonaro.

“É muito difícil um governo se sustentar quando a economia vai mal. Sabe que recessão, na história do Brasil, sempre deu grande crise. A crise de 1929 deu a revolução de 1930. A outra recessão foi na ditadura, que deu na campanha das Diretas. Teve outra recessão no governo Collor, que derrubou o Collor. E teve a recessão de 2015 que derrubou nosso governo e continua”, disse, antes de lembrar que foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) no início da década de 90 e que, quando a entidade resolveu levantar a bandeira do “Fora, Collor”, criou-se um clamor popular que derrubou o então presidente.

“Eu era presidente da UNE na época do Collor. Seguramos muito a bandeira ‘fora Collor’. Antes disso, tentamos de tudo. Quando levantamos a bandeira do ‘Fora Collor, em 11 de agosto de 1992, foi um estouro nas ruas. De 100 mil a 1 milhão. Eu estou achando que Bolsonaro encarna tanta coisa de ruim, é machista, racista, homofóbico, está destruindo a educação, entregando patrimônio, devastando a Amazônia… Então, levantar a bandeira ‘Fora , Bolsonaro’, claro, também contra Guedes e contra Moro, talvez seja a melhor maneira de juntar o brasil e impedir essa destruição. Porque ninguém aguenta 4 anos”, pontuou.

Assista, abaixo, à íntegra da entrevista. O ponto em que Lindbergh fala sobre o ‘Fora, Bolsonaro’ começa a partir dos 31 minutos e 47 segundos.

 

 


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