Ludmilla ironiza deputado bolsonarista que apresentou moção de repúdio à música “Verdinha”

Parlamentar criticou trecho que cantora diz que vai "tacar fogo em mais um só pra não ficar maluca"; Ludmilla criticou com bom humor: "Fala sobre alface"

A cantora Ludmilla respondeu nesta sexta-feira (6) a uma proposta legislativa do deputado federal Cabo Junio Amaral (PSL-MG) que defende a aprovação de uma moção de repúdio da Câmara dos Deputados contra a artista por conta da música “Verdinha”. Amaral, que deve ser juntar ao Aliança pelo Brasil, diz que a cantora faz apologia às drogas.

“Requer a aprovação de moção de repúdio contra a cantora Ludmilla, em razão da música ‘Verdinha’, em que se faz clara apologia à prática de condutas criminosas, como o plantio, a venda e o consumo de drogas”, diz o texto apresentado pelo deputado no Requerimento 179/2019 da Comissão de Segurança Pública (CSPCCO).

Ao ser apresentada na CSPCCO, a matéria ganhou adesões: Major Fabiana (PSL-RJ), Sargento Fahur (PSD-PR), Delegado Antônio Furtado (PSL/RJ), Aluisio Mendes (PSC-MA), Guilherme Derrite (PP-SP), Mara Rocha (PSDB-AC), Edna Henrique (PSDB-PB).

A cantora reagiu nas redes após a página “Proposições que vão mudar sua vida”, que ironiza projetos curiosos do Poder Legislativo, compartilhar o texto. “Milhões de brasileiros, desempregados, sem moradia, hospitais sem vagas, a violência predominate, poluição a questão ambiental, a rede pública de educação miserável, mas o maior problema que o Brasil tem no momento é uma música que fala de alface? brinca mais que a brincadeira”, disse Ludmilla, que gravou o clipe da música em um cultivo de Alface.

Na justificativa apresentada, Amaral diz que a “infeliz música […] acaba servindo de estímulo para a prática de condutas criminosas”. “A funkeira canta sobre plantar, vender e usar maconha: “Eu fiz um pé lá no meu quintal, tô vendendo a grama da verdinha a um real”. Em outros trechos, Ludmilla também canta que vai “tacar fogo em mais um só pra não ficar maluca”, em referência a acender um cigarro da planta, e que ficou “locona, chapadona, só com a marola da juana”, abreviando a palavra “marijuana”, um dos nomes para a maconha”, disse, mostrando-se conhecedor do tema.

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