Fórum Educação
31 de março de 2020, 10h32

Lula diz que está pronto para falar com Ciro e elogiou assinatura dele em manifesto contra Bolsonaro

Lula ainda explicou porque não assinou o manifesto. “O importante agora é afastar o Bolsonaro", disse

Lula (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com informações do Balaio do Kotscho, publicado no UOL desta terça-feira (31), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a participação de Ciro Gomes (PDT-CE) no manifesto pela renúncia do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) assinado por várias lideranças políticas de esquerda.

Lula disse ainda estar pronto para falar com Ciro e explicou aos que estranharam a ausência do nome dele no manifesto.

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”, disse Lula.

Lula disse ainda que tem conversado bastante com Fernando Haddad, um dos articuladores do manifesto dos partidos de oposição que pede a renúncia de Bolsonaro.

“Eu gostei da iniciativa do manifesto, acho que ficou muito bom. Na ideia inicial, era para ser assinado só pelos candidatos à Presidência da República em 2018 (além de Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos) e os governadores. Mas alguém vazou o documento enquanto esperavam as assinaturas dos governadores e só acabou entrando o Flávio Dino, do Maranhão, representando o PCdoB. Foi dado um passo importante pelos partidos de oposição porque, além da pandemia, temos um problema grave no Brasil hoje, que é o comportamento do Bolsonaro. Ele é o epicentro da crise que vivemos”.

Durante a conversa, Lula ainda fez duras críticas a Bolsonaro: “Esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.


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