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28 de março de 2018, 22h06

Lula encerra a caravana em Curitiba e responsabiliza a Globo por clima de ódio

Em um discurso para fechar caravana pelo Sul, durante ato em Curitiba na noite desta quarta-feira (28), ex-presidente Lula fez um longo relato de todos os atos de violência ao longo da viagem

Manuela, Lula e Boulos: três presidenciáveis se unem pela democracia, no ato de encerramento da caravana

Em discurso no ato de encerramento de sua caravana, o ex-presidente Lula fez um relato de todos os atos de violência ao longo da viagem, desde Rio Grande do Sul e Santa Catarina, até chegar ao Paraná. “Eu não tô falando isso pra me queixar, eu só queria dizer para vocês que isso tem responsabilidade. A imprensa foi conivente com isso o tempo inteiro. O culpado desse ódio no Brasil chama-se Rede Globo de Televisão”, disse.  Ele lembrou que é criticado em todos os telejornais da emissora. “O que eles não se conformam é que quanto mais eles falam mal de mim, mais eu subo nas pesquisas”, comentou.

Lula voltou a afirmar que é vítima de uma mentira da Globo, da Polícia Federal, do Ministério Público, da Lava Jato e de Sergio Moro. “Todo dia eu desafio o TRF-4, o Moro, a PF, o MP para que provem que cometi um crime. Eles deveriam ter vergonha e pedir desculpas. Eu não quero morrer antes de vero William Bonner pedir desculpas para mim e para minha família”.

A caravana Lula pelo Brasil concluiu sua passagem pelos estados do Sul com num grande Ato Suprapartidário Contra a Violência e Pela Democracia. Lula fez um balanço dessa fase da caravana e disse que, mais uma vez, procurou ouvir os anseios do povo e testemunhou experiências de vida, com sofrimento, crença e vitória.

“Ainda faltam duas caravanas, pela região Norte e pelo Centro-Oeste. E vou fazer, pois em 1989 aprendi que quem faz campanha não tem tempo de conhecer o Brasil. Pela caravana é possível conhecer a alma do povo brasileiro”, afirmou.

Antes do pronunciamento de Lula, dois outros presidenciáveis discursaram. O pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, defendeu uma frente da esquerda contra o fascismo. “Nossas diferenças não vão nos impedir de sentar à mesa para enfrentar o fascismo no Brasil. Lula, Manuela, passou da hora de criarmos uma frente contra o fascismo no Brasil. Com fascismo não se conversa, não se dialoga. Se combate!”, discursou. “Hoje faz duas semanas do assassinato de Marielle no Rio de Janeiro. E aqui faço a minha homenagem: Marielle presente! A mesma escalada do fascismo que atirou em Marielle foi a que disparou contra a caravana do presidente Lula”, declarou ainda Boulos.

Outra pré-candidata, Manuela D´Ávila (PCdoB), discursou antes de Boulos. Ela usou uma camiseta com a mensagem. “Nossas ideias são à prova de balas”, resumiu.


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