Lula é homenageado em inauguração de instituto de educação no Maranhão

O ex-presidente ouviu agradecimentos de jovens estudantes: "Senhor presidente, obrigado por lutar por nós"

A recepção do ex-presidente Lula (PT) no Maranhão segue calorosa. Após ser ovacionado ao chegar no estado, na quarta-feira (18), o petista recebeu homenagem durante inauguração de instituto de educação nesta quinta (19). Em dado momento, crianças correram para o abraço do ex-líder sindical.

Lula participou da inauguração do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) ao lado do governador Flávio Dino (PSB). A entrega do IEMA faz parte do Programa Escola Digna, coordenado pelo secretário de Educação, Felipe Camarão, que comandou o evento.

Durante a cerimônia, o presidente ouviu histórias de transformação social promovidas pelo investimento na educação durante seu governo e foi homenageado por jovens estudantes. “Mr. President thanks for fighting for us”, disse uma estudante que cursa inglês. A tradução da frase também foi enunciada: “Senhor presidente, obrigado por lutar por nós”.

“Quero lhe presentear com duas canetas do Escola Digna para que quando o senhor volte a ser presidente do país, o senhor possa assinar muitas leis em benefício do nosso povo”, disse ainda o secretário Felipe Camarão.

Dino e Lula

Na sequência, foi a vez de Dino fazer uma intervenção. “Aqui no Maranhão a gente fala e faz. Concretiza direitos para a população”, disse o governador. “Estamos construímos isso aqui com muito esforço”, completou.

Sob gritos de Lula lá, o ex-presidente falou na sequência e homenageou o governador. “Eu tenho certeza que a história vai mostrar que quando for contar a história do Maranhão, vai se contar antes de Flávio Dino e depois de Flávio Dino. É um dos governadores mais competentes e comprometidas com o povo desse país”, afirmou.

“Investir na educação é a coisa mais sagrada que um governo pode fazer”, declarou. “Somente com educação, com muita educação e com muito investimento, a gente vai salvar esse país. Não é possível 500 anos de atraso. Hoje temos no governo uma figura que não gosta de pobre, que não gosta de índio, trabalhador… É uma figura que conta 5 mentiras todos os dias”, completou.

Os dois também criticaram as declarações capacitistas do ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Publicidade

Revolução na educação

À Fórum, o secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, Márcio Jerry (PCdoB), comentou sobre a importância da entrega do IEMA. “Mais um grande equipamento educacional de um governo que promoveu uma verdadeira revolução na educação de nosso estado. Com o Estaleiro Escola e o IEMA Tamancão, o governo Flávio Dino inaugura uma nova era de oportunidades a estudantes maranhenses, que terão acesso digno a ensino profissionalizante e integral”, declarou.

“Não há dúvida de que a educação é a mais edificante obra do governo Flávio Dino e seguirá sendo, porque o compromisso é não apenas com o presente, mas também com o futuro do nosso estado”, completou.

Publicidade

Jerry também comparou Lula com Bolsonaro, que ele afirma ser “oco de virtudes e cheio de perversidades”. “Ex-presidente Lula fala de todos os temas com conhecimento, informações e propostas. Faz pensar no contraste que há na comparação com o ser vazio, oco de virtudes e cheio de perversidades que é Bolsonaro”, afirmou.

“Com Lula visitando a política pública de saúde, de educação e direitos humanos do governador Flávio Dino, vemos dois claros exemplos para o Brasil!”, completou.

ASSISTA:

Avatar de Lucas Rocha

Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR