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07 de agosto de 2019, 18h29

Doleira presa na Lava Jato afirma que quem incriminasse Lula teria benefícios

"O Lula era o assunto. Eu não sou PT, não estou falando sobre política e sim sobre crime. Todo crime precisa ter prova e não houve prova. Cadê o cadáver? Então, qual foi o objetivo? (da prisão)”, afirmou a doleira Nelma Kodama, que já está em liberdade

Lula (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Em entrevista, a doleira Nelma Kodama afirmou nesta quarta-feira (7) que a Operação Lava Jato pressionava os presos para citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada logo após ela ser liberada da condenação em razão do indulto de Natal promulgado por Michel Temer em 2017.

“O Lula era o assunto. Eu não sou PT, não estou falando sobre política e sim sobre crime. Todo crime precisa ter prova e não houve prova. Cadê o cadáver? Então, qual foi o objetivo? (da prisão)”, afirmou Kodama em entrevista à Rádio Bandeirantes, que ainda confirmou que a Lava Jato oferecia delação premiada para quem quisesse denunciar Lula.

A prisão do ex-presidente teve como pivô a delação do empreiteiro Léo Pinheiro, a OAS. Como mostram conversas divulgadas em reportagem da Folha sobre a Vaza Jato, Pinheiro precisou mudar versão para incriminar Lula duas vezes para ser aceito como delator.

Indulto

Kodama, ex-esposa do doleiro Alberto Youssef, foi condenada em outubro de 2014 e foi beneficiada com indulto natalino de Michel Temer e teve a pena extinta. A norma previa a extinção de condenação para não reincidentes que haviam cumprido um quinto de pena.

Ela foi condenada a 18 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e organização criminosa, mas seu acordo de delação premiada havia limitado a condena a 15 anos. Desta maneira, ela pôde retirar a tornozeleira eletrônica.


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