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10 de novembro de 2019, 15h30

Flavio Dino compara Lula a Mandela: “Se ele puder ser candidato, certamente esse é meu voto”

O governador do Maranhão considera Lula um dos maiores líderes da história do Brasil e crê que só o ex-presidente tem capacidade de conduzir a esquerda nesse momento

Flávio Dino e Lula (Reprodução/Twitter)

Em entrevista publicada pelo Huffpost neste domingo (10), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), exalta a libertação do ex-presidente Lula e considera que o petista é o único líder capaz de conduzir a esquerda neste momento no Brasil. Dino ainda avalia o governo Bolsonaro como beligerante e desorganizado.

“Se ele puder ser candidato [em 2022], certamente esse é meu voto e continuarei falando que acredito que isso seria bom para o Brasil. Por simetria, compararia ao governo do [Nelson] Mandela, na África do Sul. Acho que ele cumpriria esse papel, depois de tantos traumas, fraturas, polarizações e divisões, acho que ele seria um governo de união nacional”, declarou o governador à jornalista Debora Álvares.

Dino avalia que Lula é uma das maiores lideranças da história do país e crê que ele será lembrado por isso. “A História dos povos é feita assim. Em todas as nações, têm líderes que sobressaem. Não é uma característica brasileira. Nem é um mal. Acho que é um privilégio do Brasil ter um líder preparado, com a história de vida, com a experiência e com a projeção mundial que o ex-presidente Lula tem. Acho isso um patrimônio brasileiro”, declarou.

Para o governador, a esquerda tem dois papeis neste momento de governo Bolsonaro: resistência e proposição. “Em primeiro lugar, um papel de resistência, que temos exercido. Resistência contra retrocessos sociais e econômicos. Em segundo lugar, apresentação de propostas que mostrem caminhos diferentes desse que está sendo adotado pelo governo federal”, avaliou.

Sobre a gestão Bolsonaro, Dino classificou como um governo confuso e preocupado com os mais ricos. “Acho um governo muito desorganizado, que não conseguiu estabilizar sequer uma equipe, tem uma permanente porta giratória, ninguém nunca sabe quem está entrando e quem está saindo. É muito confuso neste aspecto. E é um governo que não tem preocupação com a maioria da sociedade. Um governo para poucos, para os mais ricos, de concentração de riqueza nas mãos de poucos. Isso obviamente é a negação da democracia. Qual é a crise democrática no planeta? É a crise da hiperconcentração de riqueza nas mãos de poucos”, disse.

“Felizmente estamos recuperando o único líder legitimado a conduzir essa colagem, que é o Lula. E isso aponta para uma retomada, para um salto de qualidade, porque pela sua autoridade única e experiência única é a pessoa credenciada para conduzir este novo momento da esquerda no País”, disse ainda.

Confira a entrevista completa no Huffpost

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