domingo, 20 set 2020
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Gebran Neto aumenta pena de Lula para 17 anos por “ocupar máximo grau de dirigente da nação”

Depois de negar que houve “copia e cola” por parte da juíza Gabriela Hardt no processo do Sítio de Atibaia, o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, decidiu aumentar a condenação do ex-presidente Lula em julgamento nesta quarta-feira (27). Neto justificou a ampliação da pena pela “confiança popular” que Lula possui.

“Lula ocupava o máximo grau de dirigente da nação brasileira. O que havia era a expectativa que se comportasse em conformidade com o direito e, mais do que se comportasse em conformidade com o direito, que coibisse ilicitudes”, declarou Gebran antes de anunciar seu veredito que aumentou a pena do ex-presidente, acatando pedido do Ministério Público.

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O voto do relator aumentou de 12 anos e 11 meses de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias. Neto ainda citou o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para justificar a ampliação. “A transgressão da lei por quem é depositário da confiança popular enseja juízo de condenação muito mais intenso”, disse, referindo-se à posição de Fachin em julgamento sobre Geddel e Lucio Vieira Lima.

Condenação
Em seu voto, Gebran Neto confirmou o conluio com a Lava Jato e negou pedido apresentado pela defesa do ex-presidente para anular a condenação no caso do Sítio de Atibaia na primeira instância, bem como votou para rejeitar todos os pedidos preliminares apresentados pela defesa do petista. O desembargador foi o primeiro dos três magistrados da 8ª Turma do TRF-4 a se manifestar.

Redação
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