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30 de setembro de 2019, 18h20

Gleisi e Haddad rejeitam progressão e creem em anulação da sentença de Lula pelo STF

"De novo, o Ministério Público trata o ex-presidente Lula de forma diferente, excepcional, justamente para tentar ofender seus direitos, a verdade e a justiça", disse Gleisi; Haddad defende julgamento de habeas corpus

Foto: Eduardo Matysiak

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, e o candidato à presidência pelo partido em 2018, Fernando Haddad, deram uma coletiva de imprensa no final da tarde desta segunda-feira (30) após encontro com o ex-presidente Lula em que ele conversou sobre a rejeição da progressão para o regime semiaberto. Eles defendem que uma progressão apenas pode ser cogitada após a votação do pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

“De novo, o Ministério Público trata o ex-presidente Lula de forma diferente, excepcional, justamente para tentar ofender seus direitos, a verdade e a justiça”, declarou Gleisi Hoffmann ao destacar que o pedido feito pelo MP não tem precedente na história da Lava Jato e que poucas vezes acontece com presos comuns.

Haddad destacou que a progressão não deve ser discutida antes de uma votação do habeas corpus no STF. “Existe um habeas corpus cujo fundamento é a suspeição do juiz Sérgio Moro […] Essa pendência precisa ser resolvida, o HC é um instrumento que precede todos os outros. […] Como tem um HC pendente, nós acreditamos que a suspeição precisa ser considerada. Se a sentença for anulada, não se pode falar em progressão”, declarou, citando as reportagens da Vaza Jato. “O que seria razoável seria o Ministério Público pedir agilidade no julgamento do habeas corpus”, finalizou.

O ex-ministro da Educação ainda declarou que a defesa não pode se manifestar sobre os detalhes da progressão porque ela ainda não foi decidida pela juíza Carolina Lebbos. “Não conhecemos o teor da decisão sobre a progressão, nós não sabemos do que se trata. Nós nem podemos nos manifestar antes da decisão tomada”, declarou.

Gleisi comentou sobre a posição do PT e resgatou outros episódios do MPF contra Lula. “A posição do Partido dos Trabalhadores é de solidariedade máxima do ex-presidente, acompanhá-lo na decisão. O que foi feito pelos procuradores da Lava Jato ofende mais uma vez a verdade, a justiça e a dignidade do presidente Lula. Os mesmos algozes de Lula agora resolvem pedir que a progressão seja levada à prática”, declarou, destacando a criação de power point contra o ex-presidente, as escutas telefônicas ilegais, o bloqueio de bens de Lula e da Dona Marisa e o impedimento de Lula de participar no enterro de seu irmão Vavá.

“Nós estamos começando a resgatar as vias democráticas”, finalizou Gleisi.

 


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