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07 de agosto de 2019, 15h14

Okamotto: “Lula já cumpre pena injusta. Não aceitamos que seja tratado como um preso comum”

O presidente do Instituto Lula também reitera que a decisão de transferir Lula de Curitiba para o estado de SP não atende a nenhum pedido da defesa. "Pelo contrário, [a juíza] desconsiderou todos os argumentos dos advogados"

Paulo Okamotto (Foto: Cláudio Kbene)

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamatto, disse em nota nesta quarta-feira (7) que há uma grande preocupação com a transferência do ex-presidente Lula para São Paulo. Ele reiterou, ainda, que a decisão de transferir o petista de Curitiba para o estado de São Paulo não atende a nenhum pedido da defesa. “Pelo contrário, [a juíza] desconsiderou todos os argumentos dos advogados”, complementou.

A medida foi determinada nesta quarta (7) pela juíza federal Carolina Lebbos. Na decisão, ela disse apenas que o ex-presidente deve ser transferido para um estabelecimento penal em São Paulo, sem explicitar o local ou condições exatas em que ele ficará.

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“Lula é inocente e já cumpre uma pena injusta. Não aceitamos que ele seja tratado como um preso comum. Queremos que ele mantenha todos os direitos que tem e que merece como ex-presidente”, afirmou Okamotto, que também espera novo posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) com relação ao caso, “retomando o processo de habeas corpus, principalmente diante do que já foi exposto pela Vaza Jato”.

O presidente do Instituto Lula finalizou dizendo “esperar” que a decisão da juíza “não tenha sido tomada como uma forma de desviar a atenção de coisas importantes a que a Lava Jato tem que responder”.


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