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30 de setembro de 2019, 11h41

“Lula não deve sair de tornozeleira da prisão, mas como inocente”, diz Dilma sobre pedido de semiaberto

Só sai da prisão com a cabeça em pé, não se sair curvado”, defendeu a ex-presidente, ao mencionar o pedido encaminhado à Justiça por procuradores do MPF para que Lula tenha direito ao regime semiaberto

Foto: Reprodução/Redes sociais

A ex-presidenta Dilma Rousseff participou de ato em apoio a Lula neste domingo (29) na cidade de Madri, na Espanha, e afirmou que ele deve sair da prisão com sua inocência reconhecida, e não com uma tornozeleira eletrônica. Dilma criticou o pedido encaminhado à Justiça por procuradores do Ministério Público Federal (MPF) para que Lula tenha direito ao regime semiaberto pelo fato de já ter cumprido um sexto de sua pena.

“Mas ele não pode sair com um controle eletrônico amarrado na perna”, criticou Dilma. “Ele quer sair como um inocente. Só sai da prisão com a cabeça em pé, não se sair curvado”, defendeu.

“Agora, os fiscais [procuradores] querem tirar Lula rapidamente da prisão. Ficou problemático para os fiscais manter Lula preso até porque o Supremo Tribunal Federal, a Corte Suprema brasileira, está querendo colocar um ‘stop’ nesse processo. E eles querem se antecipar. E, mais uma vez, pretendem submeter Lula a condições que nós consideramos incorretas”, disse Dilma, em espanhol, em ato que celebrou os 130 anos da central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em seu discurso, a ex-presidenta também criticou a política ambiental do atual governo. Ela disse que está em curso uma “destruição deliberada da Amazônia” por parte de Jair Bolsonaro, “que pretende, simplesmente, entregar partes” da floresta.

“Bolsonaro quer as madeiras da Amazônia, que são de grande qualidade. Quer a exploração mineral, porque lá há ouro, potássio, terras raras, toda a diversidade mineral. O Brasil sem a Amazônia não é Brasil. Nós sabemos que há coisas que não se revertem. Você pode reverter uma lei, mas não reverte perdas como a da Amazônia”, disse.

Lula e o semiaberto

O próprio ex-presidente Lula já se pronunciou sobre o pedido de semiaberto dizendo que ficará na cadeia por não aceitar entrar no jogo feito pelos procuradores.

O perfil oficial do presidente postou uma resposta dada em entrevista ao site GGN. “Não vou pedir progressão. Estou ciente do papel que estou cumprindo e da canalhice que fizeram comigo. Quero sair daqui inocente, 100%, como entrei. Estou aqui por responsabilidade deles.”


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