sábado, 31 out 2020
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Lula: “O que fizeram com meu filho foi um gesto de insanidade”

Em entrevista exclusiva à Revista Fórum nesta quarta-feira (11), o ex-presidente Lula da Silva (PT) comentou sobre a nova investida da Lava Jato contra o seu filho Fábio Luis, comparando o gesto da força-tarefa com o que viveu durante seu julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no final de novembro.

Na ocasião, o Tribunal ignorou recomendação do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar prosseguimento normal ao caso do sítio de Atibaia e, segundo a defesa do ex-presidente, julgamento foi político e repleto de irregularidades. Em pronunciamento na época, o advogado Cristiano Zanin sustentou que investida tinha como objetivo confirmar a condenação e aumentar a pena de Lula.

“O que aconteceu ontem [no caso de Fábio Luís] é um pouco do que aconteceu com o TRF-4 na semana passada. Passaram meu processo na frente de outros, numa decisão que todos os juristas acham que foi irresponsável, e resolveram aumentar a minha condenação. O inquérito tinha sido arquivado, eles levantaram de novo por medo”, relatou o ex-presidente.

Lula ainda afirmou que o processo contra seu filho foi um gesto de insanidade e mostra o quanto o procurador Deltan Dallagnol “deve uma desculpa” à sociedade. “Ele deveria ter sido desonerado. A mentira chegou a tal nível que não tem rota de fuga”, comentou.

Na terça-feira (10), em sinal de desespero, a Lava Jato iniciou sua 69ª fase de investigações com 47 mandados de busca a apreensão. A ação batizada de “Mapa da Mina” investiga repasses do grupo Oi/Telemar para uma empresa do filho do ex-presidente. No entanto, a juíza Gabriela Hardt, de Curitiba, negou o pedido de prisão contra Fábio Luis. Para ela, não houve necessidade de prender os investigados, pois já foram alvo de outra busca e apreensão, em 2016.

A operação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato (Operação Alethéia), em que Lula foi levado a depor através de “condução coercitiva”. A operação se tratou de um espetáculo midiático-policial operado pelo então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 4 de março de 2016.

Redação
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