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22 de março de 2019, 10h39

#LutePelaSuaAposentadoria chega ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter Brasil

Sexta-feira (22) é dedicada à realização de atos e protestos da jornada nacional de Luta em Defesa da Previdência, que está nas ruas em diversas cidades do país e chegou ao topo dos Trending Topics Brasil do Twitter

Ato contra a reforma da Previdência de Bolsonaro em Belém (PA) (Reprodução/Twitter)

A sexta-feira (22) dedicada à realização de atos e protestos da jornada nacional de Luta em Defesa da Previdência, que está nas ruas em diversas cidades do país, chegou também ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter – os Trending Topics – no Brasil com a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria.

A resistência, organizada por dez centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, visa fazer o enfrentamento à proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que representa o desmonte da Previdência Pública, o fim das aposentadorias e da proteção social para idosos, pensionistas e pessoas com deficiência carentes.

“Se a PEC for aprovada, qualquer governo vai poder piorar as regras, aumentar o tempo de serviço, aumentar o tempo de contribuição, reduzir o valor do benefício – sem necessitar mudar a Constituição e sem precisar de dois terços de votos no Congresso –, e poderá alterar as regras da aposentadoria por meio de lei complementar”, disse ao Brasil de Fato Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

A luta se dá também contra a implementação da chamada “nova Previdência”, que cria um sistema de capitalização individual das contribuições previdenciárias e um fundo bilionário a ser administrados por bancos privados.

“É o seguinte, eles entregam tudo para os bancos, os empregados sozinhos pagam [as contribuições], patrões e governo não pagam mais. Fica tudo nos ombros dos empregados”, disse Ubiraci Dantas Oliveira, o Bira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGTB).

As centrais sindicais acreditam que esta será a primeira grande mobilização deste ano contra o desmonte da Previdência, e apostam que ela será um motor para que os trabalhadores realizem uma greve geral nos próximos meses capaz de barrar a reforma, assim como aconteceu em abril de 2017, quando cerca de 40 milhões de trabalhadores cruzaram os braços e derrotaram a proposta do governo de Michel Temer (MDB), na que foi considerada a maior mobilização da história do país.

Participam dos atos as centrais: CUT, Força Sindical, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, CTB, UGT, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora e CSB.

Confira onde estão sendo realizados os atos.

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