Fórum Educação
01 de abril de 2020, 15h47

Maia chama mentiras de Bolsonaro de “informações desencontradas”

Presidente da Câmara usou um tom ameno para tratar das fake news divulgadas pelo capitão da reserva

Bolsonaro e Rodrigo Maia (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou um tom brando para se referir fake news divulgadas pelo presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar disse a jornalistas nesta quarta-feira (1) que o capitão da reserva deve ter “cuidado” com suas postagens, e classificou as mentiras espalhadas nas redes sociais pelo mandatário como “informações desencontradas”.

“Quando ele fala pelo Twitter fala como presidente. Acho que um cuidado maior com os posts ajuda. Vindo do presidente, certamente, em um primeiro momento passa como informação verdadeira e pode gerar preocupação e pânico maior na sociedade”, declarou Maia.

A fala do presidente da Câmara vem após Bolsonaro excluir de seu Twitter e Facebook uma informação falsa de que havia risco de desabastecimento no Ceasa de Belo Horizonte (MG). A postagem foi feita com o intuito de embasar sua narrativa contra o isolamento social em meio à pandemia do coronavírus, mas logo foi desmentido pela rádio CBN – o que o forçou a deletar o conteúdo.

“Ontem o presidente fez um discurso [em rede nacional] que foi elogiado por muitas pessoas que defendem o presidente. Significa que tem uma parte importante da sociedade que quer o entendimento e não os conflitos. Hoje, um tuíte que vai contra aquilo que ele colocou ontem. Essas informações desencontradas que podem e devem gerar preocupação em toda a sociedade. E é claro que o Twitter do presidente deveria ter esse cuidado maior em relação ao que posta”, completou o presidente da Câmara.

Na segunda-feira (30), o Facebook e o Instagram removeram publicações de Bolsonaro em que ele defendia o fim do isolamento social.

“Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas”, diz nota das redes sociais.

A publicação excluída tratava-se do vídeo publicado pelo presidente junto de apoiadores no último domingo, em Brasília. A gravação é a mesma que foi apagada do Twitter.

A atitude do presidente foi contra as recomendações de seu ministro da Saúde, da OMS e de todo o resto do mundo, que orienta as pessoas a ficarem em casa como medida de enfrentamento ao coronavírus. Nos vídeos, Bolsonaro insistiu em citar o uso de cloroquina como tratamento ao coronavírus e falava contra o isolamento social.


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