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25 de abril de 2019, 06h25

Maia critica visão negativa do “toma lá da cá” após negociar R$ 40 milhões por reforma da Previdência

"É toma lá dá cá quando o Parlamento olha para o governo, mas não é toma lá dá cá quando o governo quer escolher o relator da reforma da Previdência?", indagou Maia, que negociou o valor de R$ 40 milhões para cada deputado que votar a favor da reforma da Previdência proposta por Bolsonaro e Paulo Guedes

Foto: Marcos Corrêa/PR

Em entrevista à GloboNews no fim da noite desta quarta-feira (24), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) criticou a visão negativa do “toma lá dá cá” e a associação do legislativo com a “velha política”, dizendo que “ninguém explicou o que é a nova política ainda”.

“É toma lá dá cá quando o Parlamento olha para o governo, mas não é toma lá dá cá quando o governo quer escolher o relator da reforma da Previdência?”, indagou, ressaltando que “quando (a influência) é na Câmara, não tem problema nenhum”. “Quando é no governo, é velha política?”, afirmou.

Em encontro com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) e líderes partidários, Maia negociou o valor de R$ 40 milhões para cada deputado votar a favor da reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) e Paulo Guedes, ministro da Economia.

A velha política de compra de votos para passar pautas de interesse do governo provocou revolta na oposição e causou confusão no Congresso Nacional.

À GloboNews, Maia disse que é preciso “tomar cuidado para não ficar olhando o parlamentar sempre como vilão”. “O que é velho e o que é novo? Ninguém me explicou ainda o que é novo. Eu sei o que é certo e o que é errado”.

Reforma da Previdência
Maia prometeu aprovar a proposta da reforma da Previdência e vai continuar a tratorar a pauta governista a caminho da votação no plenário da casa.

Nesta quinta-feira (25), às 11h, Maia marcou reunião para a instalação da comissão especial da reforma da Previdência, o segundo passo para o Congresso aprovar a proposta. O grupo será formado por 49 membros, sendo que a maioria das cadeiras deve ser ocupada pelo centrão.

O presidente da Câmara ainda trabalha para colocar o aliado Pedro Paulo (DEM/RJ) para presidir a comissão ou como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O PSDB também entrou na concorrência para a relatoria. Afinado com Bolsonaro na reforma da Previdência, o tucanato tem perdido protagonismo político.


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