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23 de junho de 2020, 15h57

Maia dispara contra Weintraub, que fugiu para os EUA: “Ninguém está sentindo falta dele”

"Vai ser a primeira vez na história que alguém diz que está exilado e tem o apoio do governo", disse o presidente da Câmara sobre o olavista, que é investigado pelo STF e fugiu para os EUA usando passaporte diplomático, pouco antes de ser oficialmente exonerado

Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a subir o tom contra o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que fugiu para os Estados Unidos temendo ser preso, já que é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ele estava fugido de alguém? Estranho, né? Vai ser a primeira vez na história que alguém diz que está exilado e tem o apoio do governo. Geralmente é ao contrário: as pessoas fogem porque estão sendo perseguidas por um governo”, afirmou o deputado, nesta terça-feira (23), em entrevista coletiva.

Weintraub já havia anunciado que fugiria para os Estados Unidos e assim o fez, utilizando seu passaporte diplomático de ministro. Pouco depois, sua exoneração foi oficializada por Jair Bolsonaro, o que permitiu que ele usasse o passaporte diplomático a tempo.

“Acho que é uma coisa meio atabalhoada. Não faz muito sentido. Ninguém está sentindo falta dele no Ministério da Educação, ninguém queria que ele ficasse no Brasil de qualquer jeito, porque, de fato, é uma pessoa que mais atrapalhou que ajudou”, completou Maia.

Na última semana, Maia já havia alfinetado o ex-ministro, ao questionar se os membros do Banco Mundial, instituição para qual Weintraub está sendo indicado, sabiam que o olavista trabalhou no Banco Votorantim, “que quebrou em 2009”.

Fuga

No dia 18 de junho, depois de 14 meses no comando do Ministério da Educação, Abraham Weintraub anunciou sua saída da pasta. Pouco menos de 48 horas depois, no dia 20, ele avisava seus seguidores nas redes sociais que já estava Miami, nos Estados Unidos.

Desde o dia 24 de maio, no entanto, as autoridades americanas impedem o ingresso no país de qualquer pessoa que tenha estado no Brasil ao longo dos 14 dias anteriores à viagem. Trata-se de uma das medidas adotadas como forma de combate ao coronavírus, visto que o Brasil quase lidera em número de casos confirmados e mortes.

Com isso, desde então, tem-se questionado a ida do ex-ministro aos EUA. Se brasileiros não podem entrar no país, como Weintraub conseguiu?

De acordo com o Ministério da Educação, em nota enviada à imprensa, Weintraub chegou aos Estados Unidos como ministro e sua viagem estava relacionada com o novo cargo que ele deve ocupar no Banco Mundial.

Pouco mais de duas horas depois de sua aterrissagem em solo americano, o Diário Oficial da União (DOU) oficializou a sua saída do cargo. Dias depois, a pasta retificou o dia da demissão, a pedido de Weintraub, para que a sua saída fosse registrada no dia 19.


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