O que o brasileiro pensa?
02 de junho de 2020, 09h09

Maia não acredita em golpe e diz que generais do governo não representam Forças Armadas

O presidente da Câmara disse também que ainda não é momento para o impeachment de Bolsonaro

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que generais que estão no governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) não representam as Forças Armadas.

“Um ministro que é general da reserva, ou ainda está na ativa e vira ministro de um governo, ele não representa as Forças Armadas. Elas representam o Estado brasileiro”, disse Maia.

Maia disse ainda que “esses ministros representam a política do governo Bolsonaro, legítima. Eles não podem misturar o histórico, a carreira deles, uma posição política, com o que representam as Forças Armadas. Não podemos criticar as Forças Armadas pelo movimento de um ministro político que foi das Forças Armadas”, completou.

O presidente da Câmara disse ainda que não vê ameaça de ruptura. “Não vejo nas Forças Armadas nenhum movimento de politização ou apoio político ao governo. Elas têm papel de garantir o Estado, a nossa soberania, e assim deve ser de forma permanente”, afirmou.

Por outro lado, Maia afirmou que o impeachment de Bolsonaro é assunto que deve ser tratado com “cuidado” e que não deve se colocar mais lenha na fogueira.

“Eu acho que o tempo não é o tempo da política. A gente não pode colocar mais lenha na fogueira. Da mesma forma que eu acho que essas manifestações que atacam as instituições democráticas são gravíssimas, uma decisão de impeachment precisa ser muito bem avaliada para que a gente não gere mais conflitos e mais crise política no Brasil”, afirmou ele.

“Eu trato isso com o mesmo cuidado que eu tratei no governo do presidente Michel Temer. E eu faço da mesma forma agora, eu acho que no momento adequado vou decidir e não vou ficar tratando desse processo, que eu sou o juiz, eu defiro ou indefiro e não devo ficar dando muita opinião sobre esse assunto sabendo que a nossa prioridade deve ser tentar unificar esse país para ter mais força e melhores condições para enfrentar esse vírus em todos os seus aspectos”, completou.

Com informações da Folha


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