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27 de maio de 2019, 19h10

Maioria dos manifestantes da Paulista é branca e tem a Record como veículo que mais confia

Majoritariamente homens e com mais de 35 anos, os manifestantes que foram à avenida Paulista neste domingo para defender Bolsonaro perderam confiança em organizações de direita como o MBL e têm o guru Olavo de Carvalho como ator político que mais confiam

Reprodução/Twitter

Pesquisa elaborada pelo Monitor do Debate Político divulgada nesta segunda-feira (27) aponta que a maioria dos manifestantes que foram à avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (26), no ato em defesa do governo de Jair Bolsonaro, é composta por homens brancos.

De acordo com o estudo, 65% dos manifestantes são do sexo masculino, enquanto 35% são do sexo feminino. Boa parte deles (23%) tem entre 35 e 40 anos e outra boa parcela (23%) estão com idade entre 55 e 64 anos.

Chama a atenção o fato de que a maior parte daqueles que foram à avenida Paulista é branca: 64% se declararam brancos, enquanto apenas 22% se declararam pardos e 6% negros. 1% se declarou indígena.

Outro ponto de destaque na pesquisa é a falta de confiança dos manifestantes na imprensa e a ojeriza à Globo. 98% disseram que não confiam na emissora da família Marinho e 95% não confiam na Folha de S. Paulo. O veículo em que os manifestantes mais confiam é a Record (63%), emissora cujo dono é o bispo Edir Macedo, apoiador declarado de Bolsonaro. Outro veículo de prestígio entre os manifestantes é o site República de Curitiba (44% dizem confiar).

O Movimento Brasil Livre (MBL), organização de direita que ajudou a puxar manifestações em prol do impeachment de Dilma Rousseff, também perdeu credibilidade entre os bolsonaristas de São Paulo: 66% não confiam na entidade. Já o guru do governo Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho, tem a maior simpatia entre os manifestantes: 65% disseram confiar no autodeclarado filósofo, enquanto outros 57% dizem confiar na deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP).

Sobre as reivindicações do protesto, a maioria (75%) disse estar lá em apoio às reformas propostas pelo governo, como a da Previdência e o pacote anti-crime de Sérgio Moro. 8% disseram que foram à manifestação em apoio a operação Lava Jato, enquanto 6% informaram que protestam contra a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Outros 6% têm como principal pauta o repúdio do “boicote” do Centrão da Câmara ao governo e 2% estavam nas ruas para pedir por uma intervenção militar.

Ao todo, foram entrevistadas 434 pessoas que estiveram no ato da avenida Paulista. A margem de erro é de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira a íntegra da pesquisa aqui.

 


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