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09 de junho de 2020, 10h27

Mais de 100 professores da Unifesp assinam manifesto contra Weintraub: “Não nos representa”

Ex-professor na universidade, ministro tem sua gestão no MEC avaliada como "desastrosa" e "vergonhosa" por docentes

Foto: Lula Marques

Professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lançaram um manifesto contra a gestão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e suas falas golpistas na reunião ministerial do dia 22 de abril.

O documento acumula mais de 100 assinaturas de docentes das cinco unidades da Unifesp – Osasco, Guarulhos, São Paulo, Baixada Santista e Diadema – e leva dezenas de assinaturas de apoiadores de outras instituições.

No manifesto, professores se dizem envergonhados e apreensivos com as falas de Weintraub na reunião ministerial. Na ocasião, Weintraub ameaçou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): “Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. Eu percebo que tem, assim, tem o jogo que é jogado aqui, mas eu não vim para jogar o jogo. Eu vim para lutar”.

O documento diz ainda que a escolha do ministro para o cargo não foi pautada por experiência ou competência, mas sim por sua alinhamento com pautas da extrema-direita. “Nenhum dos valores, critérios e projetos implementados pelo Ministro da Educação foi aprendido em sua rápida passagem pela Unifesp”, afirma o texto.

Weintraub foi aprovado em concurso para lecionar na Unifesp de Osasco em 2014. Em 2018, afastou-se da instituição para participar da campanha de Jair Bolsonaro à presidência. No texto, professores destacam a baixa produtividade do ministro na universidade.

“Não teve tempo, sequer, para familiarizar-se com os valores da educação pública, da pesquisa, da extensão, nem com os ritos da administração, já que não exerceu qualquer função de chefia, não participou de grupos de estudo, não foi eleito para os órgãos colegiados para os quais concorreu, não liderou nem integrou-se qualquer projeto de Extensão universitária”, afirmam.

Além das falas golpistas do ministro na reunião, o manifesto também acusa o ministro de não se comprometer com pautas voltadas para o fortalecimento da educação pública; apoiar medidas autoritárias; aparelhar o MEC com a iniciativa privada e apresentar um comportamento considerado “inadequado” para o cargo.


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