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07 de novembro de 2019, 13h52

Mais um fracasso: novo leilão do pré-sal vende apenas 1 das 5 áreas disponibilizadas

Mais uma vez, Petrobras e chineses foram os únicos a apresentar ofertas

P-51, a primeira plataforma petroleira 100% brasileira (Foto Divulgação Petrobrás/Abr)

Em mais uma rodada de leilões do Pré-Sal, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) voltou a fracassar. Foi vendida apenas uma área das cinco disponíveis nesta quinta-feira (7). Mais uma vez, Petrobras e chineses foram os únicos a apresentar ofertas.

Os compradores arremataram o bloco Aram, a maior área do leilão, com bônus de R$ 5 bilhões e oferta de 29,96% para o governo. O consórcio vencedor tem 80% da estatal brasileira e 20% da CNODC, controlada pelo governo da China. Não houve ágio.

O diferencial do leilão desta quinta com relação aos anteriores é que as áreas negociadas ainda não foram exploradas, e vai caber às empresas atuar no desenvolvimento das reservas.

No leilão de quarta-feira (6), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) viu desinteresse semelhante nas áreas disponíveis. A Petrobras arrematou sozinha a Itapu, por R$ 1,7 bilhão. Não houve ágio em nenhum dos casos. Ainda, das 14 empresas habilitadas, só sete compareceram ao evento.

Os blocos Sépia e Atapu sequer receberam ofertas, fazendo com que, ao final, apenas duas áreas de exploração fossem arrematadas. Portanto, a arrecadação do leilão ficou abaixo do esperado: R$ 70 bilhões, o que corresponde a dois terços dos R$ 106,5 bilhões anunciados.

Até a área mais cobiçada não atraiu o público do leilão Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O bloco de Búzios teve só uma oferta, feita por um consórcio formado pela Petrobras e duas chinesas. A segunda área de maior interesse, a de Itaipu, ficou com a Petrobras, que foi a única interessada.


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