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06 de março de 2018, 11h54

Manuela D’Ávila abre espaço no PCdoB ao partido Frente Favela Brasil para eleições de 2018

Em 2017, o FFB pediu registro ao Tribunal Superior Eleitoral, mas não conseguirá se regularizar como legenda partidária a tempo para o pleito deste ano

A convite do partido recém-fundado Frente Favela Brasil (FFB), a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D´Ávila, se reuniu nesta segunda-feira (5), em São Paulo, com integrantes do movimento para ouvir sugestões ao programa de governo que ela vai anunciar em algumas semanas. Além disso, discutiram estratégias de atuação conjunta em defesa de bandeiras comuns entre as agremiações.

Ao lembrar que as “mulheres negras são as mais excluídas na estrutura do Estado brasileiro e por isso carregam a marca da desigualdade social”, Manuela afirmou que o centro do seu programa é garantir que o Estado esteja a serviço dos 99% da população formados por negros, moradores de favelas, mulheres, jovens e outras parcelas que trabalham e produzem a riqueza do país, não a serviço do 1% que compõe a elite representada por Temer e o capital financeiro. “Queremos construir juntos um projeto para o Brasil se desenvolver, garantir direitos e justiça social, oferecer oportunidades”.

O FFB, que em 2017 pediu registro ao Tribunal Superior Eleitoral, mas não conseguirá se regularizar como legenda partidária a tempo para as eleições de 2018, busca protagonismo à população negra e aos moradores de favelas e demais regiões periféricas. A organização está em um processo de rodadas de conversas com possíveis candidatos à disputa presidencial deste ano e procura espaços para ampliar o percentual de negros e favelados nas casas legislativas, para que essas expressem a diversidade da população e para que as leis reflitam a história e as necessidades da população brasileira oriunda de favelas e periferias.

Anderson Quack, integrante do FFB no Rio de Janeiro, disse que as lutas de movimentos sociais como os que a Frente representa trouxeram conquistas importantes. “Tiramos os negros dos cadernos policiais e os colocamos nos cadernos de cultura e economia, por exemplo. Agora queremos inseri-los fortemente na política”.

A deputada gaúcha deixou abertas as portas do PCdoB à FFB para unir esforços no processo eleitoral de 2018 nas disputas majoritárias e proporcionais. “Nossa parceria deve levar em conta a trajetória de luta e os objetivos comuns das duas forças políticas aqui reunidas”.

“Nossa parceria deve levar em conta a trajetória de luta e os objetivos comuns das duas forças políticas aqui reunidas”, avaliou Manuela

Também participaram do encontro, entre outros, os líderes do Frente Favela Brasil Celso Athayde, do Rio de Janeiro, Preto Zezé, do Ceará, Nilza Camillo, de São Paulo, e Luiz de Jesus, também de São Paulo.

Pelo PCdoB, também estiveram presentes o vice-presidente nacional, Walter Sorrentino, o deputado federal Orlando Silva, que preside o diretório do partido no estado de São Paulo, e o presidente na capital paulista, Wander Geraldo.


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