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26 de julho de 2019, 20h09

Manuela D’Ávila diz que passou contato de Glenn Greenwald a hacker que invadiu seu celular

A ex-deputada emitiu nota afirmando ainda que não sabe a identidade da pessoa que a contactou após invadir seu aparelho de celular e que se coloca à disposição para esclarecer os fatos

Foto: Reprodução

Em nota distribuída à imprensa nesta sexta-feira (26) a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) confirmou que passou o contato do jornalista e editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, a alguém que dizia ter “obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras”.

Manuela relatou ter sido comunicada pelo Telegram de uma invasão em seu aplicativo, no dia 12 de maio. Depois, segundo ela alguém entrou em contato dizendo estar no exterior, e com a intenção de divulgar o material coletado.

A ex-deputada afirmou estar sendo alvo de armadilha montada por seus adversários. “Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald”.

Leia a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

Tomando ciência, pela imprensa, de alusões feitas ao meu nome na investigação de fatos divulgados pelo “The Intercept Brasil”, e por me encontrar no exterior em atividades programadas desde o início do corrente ano, esclareço que:

  1. No dia 12 de maio, fui comunicada pelo aplicativo Telegram de que, naquele mesmo dia, meu dispositivo havia sido invadido no Estado da Virginia, Estados Unidos. Minutos depois, pelo mesmo aplicativo, recebi mensagem de pessoa que, inicialmente, se identificou como alguém inserido na minha lista de contatos para, a seguir, afirmar que não era quem eu supunha que fosse, mas que era alguém que tinha obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras. Sem se identificar, mas dizendo morar no exterior, afirmou que queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza.
  2. Pela invasão do meu celular e pelas mensagens enviadas, imaginei que se tratasse de alguma armadilha montada por meus adversários políticos. Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald.
  3. Desconheço, portanto, a identidade de quem invadiu meu celular, e desde já, me coloco a inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos em apuração. Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal, bem como a formalmente informarem, a quem de direito, que estou à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o ocorrido e para apresentar meu aparelho celular à exame pericial.

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