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31 de outubro de 2018, 18h50

Manuela rebate Ciro Gomes: “Se a gente não se unir não vai sobrar nada”

Após o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) criticar duramente o PT, a ex-vice na chapa de Fernando Haddad alertou para os prejuízos ao país com a falta de união das forças progressistas

Foto: Divulgação/Manuela D’Ávila

Depois das declarações de Ciro Gomes (PDT), que fez duras críticas à conduta do PT, durante o processo eleitoral, Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata à vice na chapa de Fernando Haddad (PT), rebateu e alertou para os prejuízos ao país em caso de uma falta de união do campo progressista. “Se a gente não se unir não vai sobrar nada no céu pra estrela e astro nenhuma brilhar. E queremos um país onde todo talento brilhe, iluminando nossa constelação”, afirmou, em sua conta no Twitter.

Em outras das muitas postagens, Manuela disse que “buscar responsabilizar agora qualquer ator ou força política, isoladamente, por nossa derrota é não compreender quem são nossos adversários e os gigantescos interesses contra os quais disputamos a eleição. Dispersar a unidade, esquecendo o que construímos juntos, disputar a hegemonia ou fazer o jogo dos adversários e nos agredirmos uns aos outros é não entender o caminho que as mulheres e homens brasileiros nos mostraram naquele lindo levante popular pelo vira voto!”.

Manuela reafirmou a importância da unidade progressista. “Há 1 ano, quando fui lançada candidata à Presidência pelo PC do B, já dizíamos que a unidade era o caminho pra construirmos a vitória das forças políticas progressistas, populares, comprometidas com a democracia e com os direitos de nosso povo trabalhador, juventude, mulheres”, acrescentou.

Para ela, houve uma “unidade real baseada nos valores da democracia, da liberdade, da justiça social, da soberania brasileira e popular. Unidade com os que já estavam nas ruas conosco e com aqueles que virão ao longo da caminhada! Foi isso que vimos acontecer nas ruas, na vida real, longe dos gabinetes e espaços burocráticos. Não foi feito apenas por um partido e também não foi contra um Partido. Então, agora não pode ser de um partido, de um líder ou contra o outro líder”, continuou.

Manuela destacou, também, a necessidade da união do campo progressista “como estivemos nesses últimos dias (da campanha). Juntos nas ruas, nas praças, nos bairros. Conversando, ouvindo, refletindo. Construindo nossa ação, garantindo o zelo à Constituição Cidadã de 88. Esse é nosso dever, foi para isso que saímos juntos nas ruas. Chegamos a construir um programa comum, mas não avançamos pra uma candidatura única. Mesmo assim, retirei a minha candidatura pra buscar ao menos parte dessa unidade. Para mim, este foi o erro original e mais importante frente ao qual todos os outros são menores”, declarou.

“Sei q estamos doloridos com a derrota, mas mesmo depois das insuficiências iniciais, mesmo depois da divisão, nosso campo político – os democratas, progressistas, militantes sociais da esquerda – encontrou seu rumo na reta final do segundo turno, especialmente naqueles lindos últimos dias”, ressaltou.

E completou: “Mesmo não tendo sido suficiente para vencer, deu o recado e o caminho para todos nós: unidade generosa, sem hegemonismo, sem estrelismo, todo mundo junto e igual. O que foram os artistas suando a camisa na rua ao lado da gente, servindo café e virando voto, se não um recado de que é preciso colocar em segundo plano qualquer projeto que não seja individual? Temos diferenças, lutemos pelo direito de preservá-las. Para isso, precisamos estar juntos, lutando pela (r)existência”.


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