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08 de setembro de 2019, 15h57

Marco Feliciano diz que Celso de Mello cometeu improbidade ao comentar censura sobre livros

"Saudade do recato dos juízes que só falavam nos autos", desabafou o deputado

Foto: Agência Câmara

O deputado federal Marco Feliciano (PSC), presidente da Assembleia de Deus, criticou o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) por ter se posicionado contra a censura do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, a livros com temática LGBT. Feliciano disse que o ministro cometeu “impobridade administrativa” por falar sobre uma questão “já judicializada”.

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“O ministro Celso de Mello, do STF, considerou fato gravíssimo a censura a livros da Bienal do Livro do Rio. Agindo assim, afronta a lei, influencia a decisão dos juízes e antecipa seu voto”, começou Feliciano. “Os ministros do STF têm que entender que podem muito, mas não podem tudo”, atacou.

Em seguida, o deputado cita a Lei Orgânica da Magistratura (LC 35/79), alegando que o ministro a afrontou ao comentar sobre uma questão “já judicializada e pendente de julgamento em instância inferior, e que julgará no futuro”. “Saudade do recato dos juízes que só falavam nos autos”, concluiu.

Outro que deu chilique nas redes com o STF por conta do mesmo assunto foi o pastor Silas Malafaia, que usou as redes para criticar a decisão deste domingo (8) do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de derrubar a liminar emitida pelo desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que permitia a apreensão de livros na Bienal do Rio de Janeiro.

Um dos seguidores de Feliciano aproveitou o desabafo do deputado para questioná-lo se o mesmo se aplicaria ao ex-juiz Sergio Moro, um dos principais nomes da série de reportagens da Vaza Jato. Em mais recente revelação, que veio à tona neste domingo (8), reportagem da Folha de S.Paulo e do Intercept revelou o conluio entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, procuradores da Lava Jato e investigadores da Polícia Federal para vazamento do grampo ilegal da conversa entre os ex-presidentes Lula e Dilma, quando o petista aceitou ser ministro da Casa Civil da então presidenta, em 16 de março de 2016.


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