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13 de janeiro de 2020, 11h37

Marcos Pontes mente ao anunciar como obra de Bolsonaro reconstrução de base na Antártica contratada por Dilma

"Astronauta", como é chamado por Bolsonaro, anunciou com pompa destinação de R$ 2 milhões e a reinauguração da base brasileira na Antártica, que foi destruída por incêndio em 2012 e teve projeto de reconstrução contratado ainda no governo Dilma, ao custo de US$ 99,7 milhões

Marcos Pontes e Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/Presidência da República)

O ministro da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, divulgou fake news nas suas redes sociais nesta segunda-feira (13) capitalizando para o chefe, Jair Bolsonaro, os dividendos da obra de reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, que foi contratada em 31 de agosto de 2015, durante o governo Dilma Rousseff (PT). A informação consta no site da Marinha Brasileira.

Entre vídeos e imagens da estação no Twitter, Marcos Pontes diz que em 2019 o governo Jair Bolsonaro colocou R$ 2 milhões em recursos na base brasileira e anunca com pompas a reinauguração da Estação, que foi destruída por um incêndio na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012.

Dias depois, o governo federal anunciou um programa de reconstrução da base antártica. Após tentativas de se contratar empresas nacionais, com editais com chamamento exclusivo para empreiteiras brasileiras, sem sucesso, em maio de 2015, a Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas (CEIEC) foi anunciada vencedora.

O custo da obra foi de 99,7 milhões de dólares e a previsão inicial era a de que fosse concluída em 2016. No entanto, o golpe parlamentar que derrubou Dilma do poder atrasou o calendário de execução da obra, que deve ser finalmente inaugurada nesta quarta-feira (14).


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