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18 de fevereiro de 2018, 12h41

Marina Silva declara apoio à intervenção no Rio de Janeiro

"No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal", escreveu a pré-candidata à presidência. Seu correligionário Randolfe Rodrigues também se manifestou favoravelmente ao decreto

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

Pré-candidata à presidência da República, a ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) divulgou na noite de sexta-feira (16), em suas redes sociais, uma nota em que declara apoio ao decreto de Michel Temer que instaura a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Para Marina, a intervenção se faz necessária diante da ” incapacidade do governo estadual do Rio de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada da violência”.

Já senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), correligionário de Marina, chegou a dizer em seu perfil no Twitter que “o decreto de intervenção federal no Rio, no fundo, é uma manobra diversionista do Governo Temer pra desviar o foco do fracasso na votação da Reforma da Previdência”. Na sequência, no entanto, encampou um discurso diferente em outro tweet: “Votarei favoravelmente ao decreto, em decorrência da situação de calamidade no RJ. Mas é importante que o Congresso acompanhe de perto a evolução dessa intervenção, para que não se torne pretexto para suprimir o regime democrático e encetar uma ruptura autoritária”.

Para entrar em vigor, o decreto de Temer precisará passar pela aprovação da Câmara e, em seguida, do Senado.

Abaixo, confira a íntegra da nota de Marina sobre o assunto.

“O decreto de intervenção do presidente Michel Temer é uma medida extrema para lidar com a situação grave de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

A incapacidade do governo estadual do Rio de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada da violência, que tem ceifado e ameaçado a vida da população, é uma realidade que também aflige outras regiões do país.

A crise política e administrativa no estado agrava ainda mais a situação.

Essa medida imediata de intervenção reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras.

No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento, para que a respectiva execução, de fato, traga a devida proteção e amparo à sofrida população do Rio, em lugar de aumentar suas agruras.”


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