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26 de fevereiro de 2019, 15h52

MEC enviará nova carta e vai condicionar filmagem de alunos a autorização prévia

No comunicado anterior, era pedido que os alunos fossem filmados cantando o hino nacional e fosse lida mensagem com o slogan de campanha de Bolsonaro, "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". 

Ministro da Educação, Ricardo Velez-Rodriguez (Divulgação/MEC)

O Ministério da Educação divulgou nota informando que enviará, ainda nesta terça-feira (26), novo comunicado às escolas após a repercussão ruim da carta divulgada na segunda (25).

No comunicado de ontem, assinado pelo ministro da pasta, Ricardo Vélez Rodríguez , era pedido que os alunos fossem filmados cantando o hino nacional e fosse lida para eles mensagem com o slogan de campanha de Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Na nova versão, não haverá o slogan (cujo uso em um documento de governo pode ser caracterizado como improbidade administrativa) e foi incluída uma ressalva de que a filmagem deve ser precedida de autorização dos pais do aluno.

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O comunicado do MEC diz que a nova carta vai sugerir que um representante da escola filme com aparelho celular trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino. “Em seguida, pede-se que os vídeos sejam encaminhados por e-mail ao MEC (imprensa@mec.gov.br) e à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República (secom.gabinete@presidencia.gov.br)”, prossegue a nota.

O MEC também destaca que a carta dirige-se aos diretores que queiram “voluntariamente” atender ao pedido. Orienta que os vídeos devem ter até 25 MB e a mensagem de envio deve conter nome da escola, número de alunos, de professores e de funcionários.  “A atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais”, afirma o ministério.

 


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