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14 de julho de 2017, 09h37

Médicos são tratados como vagabundos pelo ministro de Temer

A Federação Médica Brasileira reagiu enfurecida às declarações feitas pelo ministro e classificou a afirmação como fruto do "desespero de tentar salvar um governo afundado em denúncias de corrupção".

A Federação Médica Brasileira reagiu enfurecida às declarações feitas pelo ministro e classificou a afirmação como fruto do “desespero de tentar salvar um governo afundado em denúncias de corrupção”.

Do Brasil 247

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou disse que é chegada a hora do governo “parar de fingir que paga os médicos, e dos médicos pararem de fingir que trabalham”. A afirmação do ministro, feita nesta quinta-feira (14), veio na esteira do anúncio do programa que pretende instalar equipamentos de biometria em todas as unidades de saúde da rede pública visando monitorar a jornada de trabalho dos profissionais.

Mecanismos para aferir a produtividade, porém, ainda estão sendo discutidas pelos técnicos da pasta. “Um médico que tem quatro horas de jornada, por exemplo. Ele pode dedicar cinco minutos para cada paciente e ir embora. Temos de ter uma média de desempenho”, disse Barros. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que cada consulta tenha, no mínimo, 15 minutos de duração.

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A Federação Médica Brasileira reagiu enfurecida às declarações feitas pelo ministro e classificou a afirmação como fruto do “desespero de tentar salvar um governo afundado em denúncias de corrupção”. O Conselho Federal de Medicina (CFM) disse que as declarações de Barros foram pejorativas, inadequadas e refletem a incapacidade do governo em responder às necessidades da população.

Foto: José Cruz/Agência Brasil


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