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04 de outubro de 2018, 09h01

Medidas propostas por Bolsonaro favorecem negócios de seu guru econômico

Guedes é sócio do ex-banqueiro Julio Bozano, que ganhou o status de "rei das privatizações" durante os governos Collor e FHC

Paulo Guedes e Bolsonaro (Reprodução)

Sócio e membro do comitê executivo da Bozano Investimentos, empresa que atua no mercado de ações em setores como energia e educação, o economista Paulo Guedes seria diretamente beneficiado em seus negócios com a implementação de medidas defendidas pelo presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. Se eleito, Bolsonaro quer transformar Guedes em um “superministro da economia”, segundo reportagem do portal Uol, do grupo Folha, nesta quinta-feira (4).

Guedes é sócio do ex-banqueiro Julio Bozano, que ganhou o status de “rei das privatizações” durante os governos Collor e FHC, quando comprou parte de empresas estatais – como Embraer e Usiminas – como acionista do Banco Bozano, Simonsen e tinha como sócio o ex-ministro da Fazenda do governo Geisel e presidente do Banco Central no governo Castelo Branco, Mario Henrique Simonsen.

Guedes e Bozano investem, segundo reportagem do Uol, em duas áreas prioritárias: energia (petróleo e gás) e educação. Ultraliberal, Guedes defende a privatização de todas as empresas públicas, incluindo a Petrobras. A privatização de empresas como Petrobras e Eletrobras gerou conflitos entre Guedes e Bolsonaro – que já admitiu não entender nada de economia, assunto que seria delegado a Guedes, que apelidou como “Posto Ipiranga”.

No setor de educação, uma das principais bandeiras de Bolsonaro é o ensino à distância, para “reduzir custos e combater o marxismo”. Nos diversos fundos da Bozano, há oito empresas de educação. A maioria delas explora a educação à distância online ou redes de universidades.

Em entrevista à “GloboNews”, Guedes defendeu que aqueles que podem devem pagar pela universidade e os outros terão um “voucher”. “O voucher educação para o jovem, ele tem que ter o direito de escolher. Ele pode escolher uma escola pública, entra lá e não é cobrado, ou ele pode escolher uma escola privada”.

Leia a reportagem completa.


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